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06 de Abril de 2015, 09h:50 - A | A

POLÍTICA / TAMU JUNTO

PSB e PPS se articulam para fusão; objetivo é abrigar Taques em nova legenda

“O PSB representa a cara do novo Brasil, e Taques a cara da nova política”, diz deputado.

Reprodução

Aliados de primeira hora, Fábio e Mendes esperam ter Taques em nova sigla

Aliados de primeira hora, Fábio e Mendes esperam ter Taques em nova sigla

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O deputado federal Fábio Garcia (PSB) afirmou nesta segunda-feira (6) que o governador Pedro Taques (PDT) pode deixar seu partido para migar para uma nova legenda, resultado da fusão entre o PPS e o PSB. As conversações entre as duas agremiações já estariam em estágio avançado o âmbito nacional.

De acordo com o socialista, é público e notório o descontentamento do governador com o PDT após divergências com o presidente regional da sigla, o deputado estadual Zeca Viana. Fabinho disse que os lideres do PSB em Mato Grosso se reuniram com Taques e fizeram o convite para que ele passe a integrar o novo partido, que ainda não teve seu nome divulgado.

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Segunda a legislação eleitoral, um político com mandato só pode deixar seu partido de origem para ingressar em novas legendas, caso contrário, a ação pode incorrer em infidelidade partidária, com perda do mandato.

“Realmente existe uma conversa de fusão e é público e notório a insatisfação do governador Pedro Taques com seu partido. Diante desse cenário fizemos uma reunião com ele e o PSB fez  o convite formal. Caso ele decida mudar de partido, o PSB está de portas abertas”, disse o deputado em entrevista à Rádio Mega FM, no programa Chamada Geral.

PSB SEM LIDERANÇA

Taques, o PSB e o PPS já têm uma relação política desde as eleições de 2010, quando foi criada a coligação “Mato Grosso Muito Mais”, formada pelas legendas: PDT, PPS, PSB e PV, e que no último pleito teve a adesão do PSDB e do DEM.

O PSB recebeu o apoio de Taques nas eleições presidenciais de 2014, quando a sigla lançou Eduardo Campos à sucessão de Dilma Rousseff (PT). Taques fez palanque para o PSB e para o PSDB, de Aécio Neves.

Com a morte de Campos, o PSB lançou Marina Silva na disputa, mas de acordo com Fábio Garcia a agremiação ainda não conseguiu preencher o vazio político deixado pelo ex-governador do Pernambuco. Espaço esse que, para ele, pode ser completado por Taques.

“O PSB é um partido que teve uma grande participação no processo eleitoral de 2014 e tinha uma liderança que infelizmente faleceu no meio do processo eleitoral, que representava uma alternativa sem a polarização PT e PSDB”.

“Com essa morte, existe um vácuo de liderança no PSB e o governador Pedro Taques é hoje um homem reconhecido. Temos boa bancada em Brasília e acreditamos que o Taques encontraria uma casa no partido que representa a cara do novo Brasil, já que ele representa a cara da nova política”.

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JONY TAKANO 06/04/2015

Sugiro nome do novo partido, vai se chamar PPSB - partido populista socialista brasileiro.

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