PAULO COELHO
DA REPORTAGEM
Chega hoje à noite a Cuiabá, o presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, que vem ao Estado para tentar demover o governador Pedro Taques (PDT) de sair do partido.
O chefe do Executivo tem mostrado certo desconforto com a sigla, devido a desentendimentos tanto no âmbito estadual, como também com o próprio Luppi, na esfera nacional.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Durante toda a manhã dessa quinta-feira (16), toda a executiva estadual, além de prefeitos e vereadores e todas as lideranças do partido em Mato Grosso estiveram reunidos.
O centro das atenções é quanto à reaproximação entre o governador e o presidente regional do partido, deputado estadual Zeca Viana.
Ao meio dia Taques recebe em seu gabinete, no Palácio Paiaguás, Luppi e Viana, para um almoço amistoso.
"Combinamos a vinda do Luppi durante a convenção nacional do PDT, e essa vinda dele a Mato Grosso será muito importante para os companheiros pedetistas que estão inseguros com o futuro do partido no Estado. Nós éramos pequenos e com a presença do governador temos a obrigação de crescer ainda mais”, apontou Viana, confirmando sua presença (que era dúvida) tanto na reunião matinal, como no almoço.
Questionado se a visita de Luppi ao Estado é o suficiente para convencer Taques a ficar na legenda, Zeca Viana apontou que o diálogo é o principal trunfo do PDT para que o desfalque não ocorra nos quadras do partido.
“O governador sabe o que ele sofreu na pele, para chegar aonde chegou, ele não tem hoje, legitimidade para deixar o partido, a menos que ele faça um acordo, agora eu não acredito nisso. O PDT é um partido limpo, por enquanto e nós vamos fazer de tudo para que isso se mantenha”, apontou Viana.
O deputado sustentou, porém, que vai continuar com sua postura crítica referente à postura do governo, quando necessário for.
Foram posições contrárias a ações de Pedro Taques, que motivaram o descontentamento do governador quanto ao partido,
“Se ele [Taques] achar que foi problema eu ter apontado certas falhas, aí eu vou ter que deixar o Parlamento e virar executivo, pois o Parlamento não pode ser omisso para certas coisas”, seguiu, avaliando que sua postura faz bem para a democracia.
Zeca também se desentendeu em público com secretário da Casa Civil, Paulo Taques, primo e braço direito do governador. A discussão rendeu até xingamentos mútuos. Desse desentendimento, ocorrido em março, para cá, Viana não mais despachou com os primos Pedro e Paulo Taques.
“Pra quê fumar o cachimbo da paz, se já existe paz?, indagou ao ser provocado por jornalistas, mas emendou dizendo que “não me sinto nem um pouco constrangido com o que eu fiz, vou continuar com meu posicionamento”.
No âmbito Nacional, Pedro Taques tem tido posicionamentos contrários aos de Carlos Luppi, a começar pela insistência do presidente nacional em manter o partido na base aliada da presidente Dilma (PT).
Na eleição de 2014, por exemplo, Taques apoiou a candidatura do tucano Aécio Neves, principal rival da petista na disputa pela presidência.
Ainda está prevista uma entrevista coletiva de Luppi, Viana e o governador, às 15 horas, possivelmente no Palácio Paiaguás.














