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02 de Novembro de 2014, 08h:00 - A | A

POLÍTICA / NOVO GOVERNO

Pedro Taques terá maioria 'apertada' na Assembleia, se PR apoiar

Janaína Riva (PSD), herdeira política do deputado estadual José Riva (PSD), deve ser a única a não entrar no bloco de apoio.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O governador eleito de MT, Pedro Taques (PDT), assim como outros dez governadores eleitos nestas eleições no país, não terá, teoricamente,  a maioria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT).

Para determinar o total da base aliada, foram considerados os deputados estaduais cujos partidos integraram o grupo do pedetista. Ao todo são treze: PDT, PSDB, PP, PSB, PV, DEM, PPS, PTB, PSDC, PSC, PRP, PSL, PRB.

Dos 24 eleitos, 11 fizeram parte da coligação “Coragem e Atitude para Mudar”, e 13 são da oposição. No entanto, cinco deputados estaduais são do PR (Partido da República), que apesar de não ter feito campanha a favor do pedetista, tem muita proximidade o grupo.

Antes da homologação dos nomes para governo e senado, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), articulou para que o PR fizesse parte do grupo tendo o deputado federal Wellington Fagundes (PR) como candidato ao senado.

Por causa dessa situação, o DEM reagiu e pontuou que a vinda do PR traria consequências para a eleição de Taques, já que o Partido da República ainda faz parte da base do atual governo.

Nos bastidores, essa situação não foi bem digerida dentro da Coligação e mais tarde, o senador Jayme Campos desistiu da reeleição. No seu lugar, entrou o vice-prefeito de Rondonópolis, Rogério Salles (PSDB), que perdeu para Fagundes.

Mesmo fazendo parte da oposição, o PR, mesmo assim, se mostrou próximo ao grupo de Taques, por causa da influência de Mauro Mendes (PSB). Com a maior bancada na Assembleia Legislativa, o PR volta a se reaproximar do novo governador.

Com isso, teoricamente Taques pode ter uma bancada que possa chegar a 16 deputados, com a vinda do PR para o governo. Com esse contexto, o governador não teria dificuldades de relação com a Assembleia Legislativa.

Mesmo sendo da base de Taques,  Wilson Santos (PSDB), Coronel Taborelly (PV) e Zé Carlos do Pátio (SD) devem se manter independentes na Casa. Mas o governador, nessa leitura, não deve enfrentar problemas para aprovar propostas no plenário.

ÚNICA OPOSIÇÃO DECLARADA NA AL/MT

Oposicionista declarada, Janaína Riva (PSD), herdeira política do deputado estadual José Riva (PSD), deve ser a única a não entrar no bloco de apoio.

CÂMARA FEDERAL

Na Câmara Federal, são oito cadeiras, das quais cinco serão ocupadas por coligados de Taques. Adilton Sachetti (PSB), Professor Victório Galli (PSC), Ezequiel Fonseca (PP), Nilson Leitão (PSDB) e Fábio Garcia (PSB).

A situação no Senado será mais estável ainda. Taques tem o apoio dos três eleitos por Mato Grosso: o senador Blairo Maggi (PR), Wellington Fagundes (PR) e seu suplente José Antônio Medeiros (PPS), policial rodoviário federal que assume em janeiro. 

Depois de eleito, Taques tem afirmado que vai buscar um pacto entre os Poderes e pretende evitar especulações na fase de transição, nomeando e anunciado seu staff pessoalmente, ou dando poderes para seu vice Carlos Fávaro (PP). A ninguém mais. 

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