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13 de Dezembro de 2013, 11h:45 - A | A

POLÍTICA / AGORA EX-DEPUTADO

Pedro Henry já está preso no presídio da Papuda em Brasília; pena é de 7,2 anos

Pedro Henry disse em outras entrevistas que deve abandonar a vida pública

MÁRCIA MATOS/ABDALLA ZAROUR



O deputado Federal Pedro Henry (PP), foi preso no final da manhã desta manhã em Brasília (DF). A comunicação da Polícia Federal informou ao RepórterMT que o parlamentar se entregou às 11:40h (Horário de Brasília) desta sexta (13) na sede da Superintendência Regional de Brasília. Conforme informações, Henry segue agora para o exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML) e depois será encaminhado para o presídio da Papuda.

De acordo com a PF, assim que o mandado de prisão foi expedido houve uma ‘negociação’ para que Henry se entregasse e evitasse maiores constrangimentos.

Henry foi condenado a sete anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O deputado é um dos 25 condenados na Ação Penal 470, o processo do chamado mensalão federal, em que o STF julgou o esquema de desvio de recursos públicos usados para a compra de apoio parlamentar a projetos de interesse do governo federal.

Nesta quinta (12), a Suprema Corte decretou o fim do processo do mensalão para o parlamentar mato-grossense e para o advogado Rogério Tolentino.

Segundo a assessoria do deputado, Henry ainda não havia decidido se renunciará ao mandato. Outros dois ex-deputados condenados no mesmo processo e já presos, José Genoíno e Valdemar Costa Neto, optaram por renunciar aos mandatos para não enfrentar processo de cassação.

Com Pedro Henry, o ‘mensalão’ soma 16 presos entre os 25 condenados no processo do mensalão, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Um está foragido, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Outros três começarão a cumprir penas alternativas neste mês.

A reportagem tentou falar com o advogado de Pedro Henry para saber se o ainda parlamentar cumprirá a pena em Brasília ou se ele vem para Cuiabá. Tentamos ainda contato com o secretário de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso, Luiz Antônio Pôssas, para saber se caso Henry venha cumprir a sentença aqui, onde seria, mas ele não atendeu as ligações.

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Luis Vasconcelos 13/12/2013

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