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06 de Julho de 2015, 08h:00 - A | A

POLÍTICA / A VELHA NOVA SIGLA

Partido Liberal será 'ressuscitado' em agosto sob o comando de Fávaro

A ‘velha nova sigla’ volta com o objetivo evidente de manter solidez na base aliada do governo Pedro Taques (PDT)

Assessoria

O projeto de recriação tem Fávaro como presidente regional da sigla

O projeto de recriação tem Fávaro como presidente regional da sigla

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



A 'ressurreição' do Partido Liberal (PL) já está definida e deve ocorrer mesmo em agosto deste ano. A notícia foi repassada pelo vice-governador de Mato Grosso, Carlos Fávaro (PP), em entrevista recente. Se tudo der certo Fávaro, será o presidente regional. “Tivemos parecer favorável do Ministério Público Eleitoral (MPE), portanto, estamos a um passo da recriação”, disse o vice.

“Com a credibilidade deste governo que está transformando o estado, queremos atrair os jovens, empresários e acomodar políticos que estão insatisfeitos em outras siglas”, destacou.

A ‘velha nova sigla’ volta com o objetivo evidente de manter solidez na base aliada do governo Pedro Taques (PDT). Segundo Fávaro, diversos políticos já demonstram interesse em trocar de partido em Mato Grosso, entre eles, o senador da República, José Medeiros (PPS), que já estuda essa possibilidade. Ele também aposta na popularidade de Taques para seduzir novos filiados.

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“Com a credibilidade deste governo que está transformando o estado, queremos atrair os jovens, empresários e acomodar políticos que estão insatisfeitos em outras siglas”, destacou.

Incentivador nato, o governador Pedro Taques, sairia fortalecido, porque manteria uma base aliada mais sólida na Assembleia Legislativa, por isso até promoveu um jantar com 21 deputados no Palácio Paiaguás. Segundo informações de bastidores, o assunto foi a recriação da legenda.

PL já tem nove diretórios espalhados pelo país. Agora aguarda apenas detalhes jurídicos para formalizar a legenda no TSE. Caso seja realmente aprovado será a terceiro partido criado nos últimos cinco anos.

Extinto em 2006 com o Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona) para dar origem ao Partido da República (PR), o PL já tem nove diretórios espalhados pelo país. Agora aguarda apenas detalhes jurídicos para formalizar a legenda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso seja realmente aprovado será a terceira sigla criada nos últimos cinco anos. O ministro de Cidades, Gilberto Kassab, também criador do PSD, juntamente com o deputado federal por Goiás, Cleovan Sirqueira articulam a aprovação.

Mesmo assim, Fávaro garante que não está aumentando o número de siglas, ao todo são 33 no Brasil. “Não iremos aumentar este número, porque o PL já existe. Já temos todas as assinaturas necessárias para a recriação”, afirma Fávaro.

BRASÍLIA

A volta do PL traz reflexo no cenário nacional, já que os interessados estão atraindo políticos de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Esta é forma encontrada para ampliar a base aliada do governo e obter mais folga nas votações de projetos polêmicos, como o do ajuste fiscal, por exemplo.

Cerca de 30 parlamentares já estão de 'malas prontas' para trocar de partido. O PMDB e o DEM, os mais atingidos, foram os primeiro a 'esperniar', já prometeram entrar na Justiça para impedir a volta do PL. Com tanta pauta importante no Congresso, prepara-se para ver um briga de legendas, que no final beneficia apenas a classe política, enquanto a população amarga inflação, juros altos e desemprego. Como diria o eterno Cazuza, "que país é esse?".

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