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21 de Dezembro de 2014, 13h:13 - A | A

POLÍTICA / BEICINHO

'Ofendido' , Silval nega irregularidades e rebate secretário de Taques

O futuro secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Marcelo Duarte Monteiro, que relatou uma série de ações preocupantes e segundo ele até irregulares.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Em entrevista ao RepórterMT, o governador Silval Barbosa (PMDB), que deixa o governo no dia 1 de janeiro, rebateu as declarações recentes do futuro secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Marcelo Duarte Monteiro, que relatou uma série de ações preocupantes e segundo ele até irregulares, como o contrato de aditivos de obras ao fim do mandato, a paralisação das obras do MT Integrado e a precária situação do maquinário do Estado.

À reportagem, Silval se mostrou surpreso com as declarações do futuro secretário, mas negou que haja qualquer irregularidade nas questões apontadas.

“Não é nem aditivo, é correção de contratos"

Quanto aos aditivos de valores contratados, agora no fim de seu governo, Silval justificou que seriam apenas ajustes regulares.

“Não é nem aditivo, é correção de contratos. Não tem nada irregular. Alguma obra talvez precise ser aditivada, uma  correção, mas aquilo que se prevê em contrato. Você não tem como aditivar sem isso”, declarou.

O governador ainda disse que seriam insanas as afirmações de Duarte, sobre a possibilidade de ele ser ‘enquadrado’ na Lei de Responsabilidade Fiscal por não pagar contratos feitos em sua gestão. Segundo o futuro secretário, um levantamento aponta que obras e serviços estariam sendo prestados sem licitação, ou até mesmo sem contrato e que nesse caso a conta não seria paga.

"São máquinas de 2007 que eu trabalhei tem sete anos. Ele tem que fazer revisão ou comprar máquinas novas".

Quando questionado se ele realmente determinou a paralização de todas as obras do programa de pavimentação de estradas, conforme disse Marcelo Duarte, Silval justificou que a medida teria sido tomada por conta do período chuvoso e não por falta de recursos para a continuidade do projeto.

 “A maioria está parando porque está chovendo, não dá para trabalhar agora. Não foi ordem de parar. Dinheiro tem em conta. Para você ter uma ideia, só da última parcela do MT Integrado tem R$ 100 milhões em conta. (...)Só estão trabalhando alguma coisa para fazer ponte, ou bueiro, mas asfalto mesmo agora ninguém trabalha”, argumentou.

Segundo chefe do Executivo Estadual, cerca de R$ 850 milhões estariam ‘na conta do programa’ esperando a chuva parar para que as obras de asfalto continuem.

Já as declarações de Duarte que disse que a situação precária do maquinário do Estado, não permitiria nem mesmo a recuperação das estradas sem asfalto, parecem ter ofendido o governador, que argumentou que o tempo de uso das mesmas já não permite o funcionamento perfeito.

Irritado, Silval sugeriu que Duarte compre novas máquinas, ou faça a revisão das antigas. 

“Lógico. É máquina de 2007, ele tem que fazer a revisão igual eu fiz. Se não revisar, não funciona. São máquinas de 2007 que eu trabalhei tem sete anos. Ele tem que fazer revisão ou comprar máquinas novas, como eu comprei também para os municípios”, disparou Silval.

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Mauro 21/12/2014

Quando converso com outras pessoas da área, o sentimento é que o governo Silval é e está sendo o pior de todos os governadores que MT já teve. Para ser ruim, tem de melhorar muito!

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