MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Ao contrário do que muitos esperavam, o secretário–chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf (PR), não criticou a proposta de reforma administrativa da equipe de transição do governador eleito Pedro Taques (PDT), que prevê reduzir de 23 para 12 o número de Secretarias de Estado.
Em entrevista ao programa de rádio Chamada Geral, nesta sexta-feira (7), Nadaf citou alguns casos semelhantes de gestão que fizeram a junção de Secretarias para reduzir o número de servidores e otimizar os custos do governo, e frisou que este pode ser o momento ideal para se “enxugar a máquina”.
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“Acho que a Administração Pública pode trabalhar um pouco mais enxuta”, opinou.
O secretário-chefe da Casa Civil ainda ressaltou, que a redução pode dar mais celeridade aos trabalhos do Estado.
"O pequeno se movimenta mais rapidamente, o grande, o poder público muito inchado, ele demora para se movimentar”
“Se são 10 Secretarias, se são 20, isso depende da agilidade da administração pública. Eu sempre uso o exemplo do grande e do pequeno, que é de Davi e Golias. O pequeno se movimenta mais rapidamente, o grande, o poder público muito inchado, ele demora para se movimentar”, declarou.
Sem criticar a atual gestão, que é continuidade da anterior, da qual já fazia parte do quadro de secretários, Nadaf argumentou que agora uma reforma pode dar certo. Ele aproveitou para opinar que seria necessária uma mudança maior do que o número de Secretarias, atingindo o perfil dos gestores.
“É um momento novo, um momento de oportunidades, de talvez uma reforma administrativa que o estado necessite realmente para ser mais ágil, mas acho que ela vai um pouquinho mais além do que só mudança de organograma e lotacionogramas, depende de pessoas, depende da liderança e depende de uma série de outros fatores de ambiente”, argumentou.
"Acho que vai um pouquinho mais além do que só mudança de organograma e lotacionogramas, depende de pessoas, depende da liderança".
Quanto à reforma sugerida por Taques, que incluiu um secretariado técnico e não político, como declarou diversas vezes à imprensa, Nadaf destaca, por sua experiência pública, que esta ação será de extrema dificuldade para o gestor, porque o grupo que ajudou a elegê-lo deve reclamar o “direito à sua parte do governo”.
“É muito difícil porque é política e os gestores que foram eleitos, eles foram carregados por um grupo político, ou por vários grupos políticos que têm seus interesses políticos na administração da sociedade. Então todos vão querer um espaço para contribuir com a administração, então isso não é fácil para o gestor que vai comandar porque vai ter que acomodar todas essas linhas de interesses políticos”, frisou.















Mauro Faiad 09/11/2014
O que ele disse mesmo!!! Vou traduzir nada vez alguma coisa, ou seja, tem vaga?
Magno 09/11/2014
E quem não sabe disso??? Novidade seria se tivesse que inchar ainda mais a máquina... Esse Pedro Nadaf tem que sumir do governo, quer fazer parte entre pela porta da frente VÁ PRESTAR CONCURSO sem precisar ficar puxando saco de político... Tenho nojo desses tipos de pessoas tapetes... Doido pra arrumar uma teta no governo
2 comentários