DA EDITORIA
O Superior Tribunal Militar (STM) deu início, hoje (3), ao processamento das ações que visam retirar as patentes e expulsar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros quatro oficiais de alta patente das Forças Armadas.
O pedido, protocolado pelo Ministério Público Militar (MPM), baseia-se na condenação definitiva (trânsito em julgado) imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que investigou a tentativa de golpe de Estado.
Além de Bolsonaro, que é capitão da reserva, a medida atinge os generais Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto, bem como o almirante Almir Garnier.
Leia mais: Papudinha obriga profissionais escalados para Bolsonaro a assinar termo de confidencialidade
De acordo com o ordenamento constitucional, oficiais que sofrem condenações criminais superiores a dois anos de prisão devem ser submetidos a julgamento no tribunal militar para avaliar a manutenção de seus postos e patentes. No caso em questão, as penas aplicadas pelo STF variam entre 19 e 27 anos de reclusão.
Relatoria e composição do Tribunal
A Corte Militar, composta por 15 ministros (10 militares e 5 civis), já definiu, por meio de sorteio eletrônico, os magistrados que conduzirão cada caso:
Jair Bolsonaro: Relatoria do ministro Carlos Vuyk de Aquino (Aeronáutica).
Braga Netto: Relatoria do ministro Flavio Marcus Lancia (Exército).
Augusto Heleno: Relatoria do ministro Celso Luiz Nazareth (Marinha).
Paulo Sérgio Nogueira: Relatoria do ministro Barroso Filho (Civil).
Almir Garnier: Relatoria da ministra Veronica Sterman (Civil).
Leia mais: “Você é forte”: Michelle escreve mensagens em marmitas entregues a Bolsonaro na prisão
A presidente do STM, ministra Maria Elisabeth Rocha, afirmou que os julgamentos serão pautados com celeridade assim que os relatores liberarem os votos.
Ela ressaltou que, conforme as normas regimentais, a presidência só vota em caso de empate, prevalecendo sempre o princípio do in dubio pro reo (decisão favorável ao réu) em processos de perda do oficialato.
Caso o STM acolha o pedido do MPM e decrete a perda do posto e da patente, os militares serão formalmente desligados das Forças Armadas. No entanto, o pagamento de seus proventos não será interrompido integralmente.
Pela legislação militar vigente desde 1960, ocorre o dispositivo jurídico conhecido como "morte ficta": o oficial é considerado "morto" para fins administrativos e o valor de seu salário é automaticamente transferido para dependentes diretos, como esposas ou filhas, na forma de pensão.
















Wilma Comim 03/02/2026
O salário deveria ser doado para instituições de caridade. Doar para a própria família não muda nada. Acorda Brasil!
1 comentários