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18 de Novembro de 2015, 18h:07 - A | A

POLÍTICA / PRECATÓRIOS MILIONÁRIOS

Maluf silencia sobre inconstitucionalidade de CPI contra o MPE

Nos bastidores os acusados alegam que a Assembleia não teria base constitucional para investigar o MPE, sendo esta uma prerrogativa apenas do TJ. Providências judiciais estariam sendo tomadas contra a CPI.

Reprodução

Presidência evita falar sobre inconstitucionalidade de CPI que investiga 47 membros do MPE

Presidência evita falar sobre inconstitucionalidade de CPI que investiga 47 membros do MPE

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O presidente da Assembleia Legislativa, Guilherme Maluf (PSDB), disse que não irá se manifestar sobre as notícias veiculadas na mídia de que o Poder Legislativo não teria a prerrogativa constitucional para investigar promotores e procuradores do Ministério Público Estadual (MPE) sobre o suposto pagamento ilegal de cartas de crédito a 47 membros da instituição. 

De acordo com a assessoria da Presidência da ALMT, Maluf só irá se pronunciar sobre o assunto quando houver informações oficiais; enquanto isso a comissão segue em andamento na Casa de Leis.

Nos bastidores, a alegação dos acusados seria de que a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), aprovada na noite desta terça-feira (17), com assinatura de 23 deputados, não teria base constitucional, já que apenas o Tribunal de Justiça do Estado (TJMT) teria essa prerrogativa.

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De acordo com a assessoria da Presidência da ALMT, Maluf só irá se pronunciar sobre o assunto quando houver informações oficiais; enquanto isso a comissão segue em andamento na Casa de Leis. 

Os boatos políticos, dão conta de que a CPI teria a finalidade de atacar o MPE, diminuir seu papel social e investigativo. Para evitar o andamento da comissão haveria possibilidade uma reunião entre os membros para decidir quais medidas serão tomadas, entre elas por meio judicial.

Até o momento o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, não comentou o assunto porque aguarda ter acesso ao requerimento da CPI, assim como a Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP).

CPI

O único que se recusou a assinar o pedido para a instalação da CPI foi o deputado Zeca Viana (PDT). Ele alegou que a CPI se tornaria uma disputa de poder com o MPE na qual quem perderia seria o Legislativo.

Ainda é preciso definir quem serão os cinco deputados que irão compor a comissão. Boatos dão conta que o grupo seria presidido pelo deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), com o deputado José Fraga (PSD), como relator.

A CPI tem o prazo de 180 dias para recolher depoimentos e documentos.

A investigação surgiu com a denúncia pública do ex-secretário Eder Moraes, que forneceu documentos, que apontariam supostas irregularidades sobre a venda das cartas de crédito à rede Cemat, em 2010, pelo montante de R$ 10,3 milhões.

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