Facebook/Daffiny Delgado

No intervalo do jogo entre Luverdense e Vasco, Maggi dá entrevista e critica membros do MPE
ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR) criticou duramente, neste final de semana, sem citar nomes, membros do Ministério Público do Estado.
A bronca de Maggi é por causa de uma ação proposta pelo procurador de Justiça Siger Tutiya, que defende a responsabilização de Maggi no "Escândalo dos Maquinários", em que R$ 44 milhões foram desviados dos cofres públicos por meio de compra superfaturada de máquinas e caminhões.
O senador disse em entrevista à imprensa, durante o intervalo do jogo entre Luverdense e Vasco da Gama, na Arena Pantanal, no sábado (26), que tomou todas as providências à época quando o Escândalo dos Maquinários veio à tona.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Ele atacou membros do Ministério Público, que segundo o senador, vêm agindo politicamente nas decisões. “A juíza demonstra cabalmente em sua decisão, que essa atitude do Ministério Público causa até ‘estranheza’, já que a ação corre há quatro anos em todas as esferas, nesta especificamente, na Estadual, não há uma menção ao meu nome e na Federal havia uma ação popular que já foi julgada também. Pra mim, me causa estranheza foi à propositura da ação e não a decisão da Juíza. Membros do Ministério Público não podem atuar politicamente ou com decisões com cunho político, relatou.
Com isso, Maggi pretende acionar o procurador que moveu a ação contra ele na Justiça Estadual. Mas mesmo que Maggi acione o procurador, o caso não deve dar em nada. É o que afirmou um juiz do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. "Isso só deve dar dor de cabeça para o procurador, já que é improvável provar que o mesmo tenha agido politcamente contra o senador", comentou.
OUÇA ÁUDIO DA ENTREVISTA
De acordo com a juíza Regina Célia Vidotti, não havia nenhum fato novo no processo, tendo em vista, que a mesma cita que a Justiça Federal já havia dado decisão sobre o caso, já que o MPE recorreu ao Poder Judiciário de Mato Grosso após decisão Federal.
Na Justiça Federal, Maggi e o ex-secretário de Fazenda, Éder Moraes, já haviam sido inocentados pelo juiz à época, Julier Sebastião da Silva.
No episódio, ocorrido em 2009, foram desviados R$ 44 milhões, por meio de superfaturamento, na aquisição de 705 máquinas e equipamentos por meio do programa "MT 100% Equipado".
Na Justiça Federal, os ex-secretários Geraldo De Vito e Vilceu Marchetti, mais as empresas que participaram do esquema terão que devolver os R$ 44 milhões aos cofres públicos, com as devidas correções monetárias.
Os dois ex-secretários terão que pagar uma multa de R$ 10 mil cada, além de terem seus direitos políticos suspensos por cinco anos.
No total, o Estado gastou R$ 241 milhões na compra. Após denúncias de irregularidades, a Auditoria Geral do Estado detectou a existência do rombo no processo licitatório. (áudio da entrevista cedido pelo Circuito Mato Grosso)


















Paulo Jorge 28/04/2014
Acredito que pelo poder econômico que possui, não se envolveria em falcatrua des- se nível.Porém jamais deveria apoiar o Sr. Silval para governador, pois o cara- ter do mesmo é duvidoso até quando da entrevista.
1 comentários