DA REDAÇÃO
O candidato ao governo pelo PT, Lúdio Cabral, disse que o ex-secretário dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Eder Moraes, participou da sua campanha em 2012 de prefeito como mobilizador financeiro e não como coordenador. Lúdio visitou na última sexta-feira (1), a sede do RepórterMT.
Cabral também apontou que não conhecia Eder pessoalmente e disse que a indicação dele para participar dessa função na campanha foi do PMDB. "Eu conheci o Eder na campanha eleitoral, eu não tinha nem uma convivência anterior com Eder. Foi uma indicação da coligação, da aliança com o PMDB, que pediu ao Eder que participasse e ajudasse na campanha. O Eder não foi coordenador financeiro da campanha. O Eder ajudou a mobilizar recursos para campanha, por meio de contatos empresariais", explicou.
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Lúdio explicou que existia uma coordenação finaceira que gerenciava os recursos da campanha. Cabral disse que chegou a ficar com um dívida de pouco mais de R$ 2 milhões e que ela foi assumida pelo diretório nacional do PT. Lúdio também ressaltou que não teve nenhum enlvolimento com a Operação Ararath e diz ser ficha limpa. "A campanha de 2012, todos os apoios que eu recebi foram públicos. Trazer esse tema para eleição 2014 é só maldade dos adversários", finalizou.
Eder Moraes está preso desde o dia 20 de maio, quando foi realizada a quinta fase da Operação Araraht, em Cuiabá. Ele chegou a ficar preso mais de 60 dias no presídio da Papuda, em Brasília. Agora, ele está preso no Centro de Custódia da Capital, anexo da Polinter.
Colocado pelo delator da Araraht, Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, como o operador finaceiro do suposto esquema da lavagem de dinheiro, Eder Moraes, o único dos quatro réus, que está preso, deve prestar depoimento ao juiz Jeferson Scnheider na próxima quinta-feira (7). Na última quinta e sexta-feiras, Eder acompanhou pessoalmente as audiências com as suas testemunhas de defesa na Justiça Federal.
Ainda não há confirmação de o juiz Jefferson Schneider, responsável pelo julgamento do processo, definiu se Eder permanece preso no Centro de Custódia de Cuiabá, ou se será transferido para outro estado após a audiência.
Após o depoimento de Eder devem ser ouvidos os réus Laura Dias, Vivaldo Lopes (ex-secretário adjunto do Tesouro) e Luiz Carlos Cuzziol, superintendente do Bic Banco. A expectativa é que os demais sejam ouvidos na sexta-feira (8).
A defesa de Eder já pediu o relaxamento da prisão pelo menos cinco vezes, mas a Justiça alega que ele deve permanecer preso para não atrapalhar o andamento do processo, já que exerce influência política como ex-secretário de Estado.


















