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A lista foi reconhecida por Júnior Mendonça, que afirmou à PF que as movimentações eram feitas por Eder Moraes.
DA REDAÇÃO
A lista do agiota e dono da Amazônia Petróleo, Gércio Marcelino Mendoça Júnior, (Jr Mendonça) apreendida pela Polícia Federal, que colocou o nome do governador Silval Barbosa (PMDB) no meio do ‘furacão’ das investigações da Operação Ararath, revela que a “conta corrente” do ex-secretário de Fazenda do Estado, Eder Moraes, também era movimentada em nome de outros conhecidos políticos mato-grossenses, são citados o ex-prefeito de Cuiabá, Francisco Galindo (PTB), além do então deputado estadual Percival Muniz (PPS) .
Outro segmento apontado na lista é de empresas como Açofer, Real Sports, os jornais Resumo Online, O Popular e o clube de futebol, Mixto Esporte Club, onde Eder Moraes é o presidente.
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De acordo com o documento apreendido, em nome de Alencar Soares, teria sido feito o empréstimo de R$ 1.5 milhão e outros quatro repasses destinados a H,B, identificado como Humberto Bosaipo, somariam R$ 790,983 mil.
Já ao ex-prefeito Galindo, teria sido destinado a quantia de R$ 1.4 milhão e R$ 150 mil ao então deputado Percival Muniz, hoje prefeito de Rondonópolis.
A extensa relação mostra que a influência de Eder já ultrapassava os limites do Centro Político Administrativo.
As anotações feitas apontam que das movimentações milionárias, feitas junto a Júnior Mendonça, Eder Moraes sempre ficava devendo.
Datadas a partir do dia 30/12/2009, as anotações já traziam um débito anterior de R$ 9.875,818 milhões. Conforme o ‘controle’ de Mendonça, até o dia 15/03/2010, a conta de Eder já tinha o débito de R$ 17.050, 450 milhões. Após alguns ‘acertos’ em 30/10/2010, o ex-secretário de Fazenda ainda estaria devendo ao agiota R$ 12.828, 974 milhões.
Em algumas anotações, Mendonça ressalta qual seria o destino do empréstimo, como R$ 300 mil, que seriam para pagar uma pesquisa de campanha do governador Silval Barbosa e R$ 87,176 mil,para o conselheiro Humberto Bosaipo patrocinar um rally.
À Polícia Federal, Júnior Mendonça, que atua como delator das investigações, relatou que as anotações em questão se referem a operações realizadas a mando e indicação de Eder Moraes.
Na lista, os nomes mais citados são de Eder, Laura Teresa e H.B, identificado como Humberto Bosaipo.
Também chamam a atenção os valores direcionados ao time do Mixto, à Brisa Asssoria, de propriedade do ex-secretário adjunto Vivaldo Lopes, a empresa Circuito Automotivo, de propriedade de Eder, além do empresário e também agiota Valdir Piran.
Ainda no depoimento, Mendonça afirmou ter conhecimento que a Brisa era de Vivaldo Lopes e que Eder alegou que usava a conta da esposa para fazer movimentações financeiras, porém o agiota nunca teria encontrado ou negociado diretamente com Vivaldo e Laura.
“Não necessariamente os empréstimos ocorriam por transferência bancária ou emissão de cheques para estes pagamentos, pois algumas vezes o empréstimo foi materializado em espécie”, relata trecho do depoimento.
Sobre as diversas anotações referentes à Laura e Brisa, o delator confirmou que se tratam de Laura Tereza Dias, esposa de Eder Moraes e Brisa Assessoria, empresa do ex-secretário adjunto do Estado, Vivaldo Lopes.

















