Cuiabá, 30 de Junho de 2022
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011, 12h:20 - A | A

DOENÇA DA SAÚDE

Lamartine teria gasto R$ 1 milhão na compra de remédio AAS

Clovito Hugueney (PTB) usou a tribuna na sessão de hoje para disparar críticas contra a pasta e falou sobre a aquisição dos medicamentos

FERNANDA LEITE

O vereador Clovito Hugueney (PTB) usou a tribuna na sessão de hoje (17) para criticar a gestão do secretário de Saúde do município Lamartine Godoy. O parlamentar fez a denúncia de que recentemente a pasta investiu R$ 1 milhão na aquisição de medicamentos, até aí tudo bem, mas foi comprado apenas ácido acetilsalicílico, conhecido pelas siglas AAS. O vereador apontou ainda que o ex-secretário de Saúde, Antônio Pires ainda está à frente da pasta.

“Quer dizer que todos os pacientes serão medicados com AAS. Quero que Lamartine venha responder aqui, se for ele mesmo quem administra. Ele não sabe de nada, está lá de fachada”, disse o vereador.

“Eu liguei para este faz de conta secretário, mas ele não me atende, pois está com medo de responder as perguntas que nós vereadores queremos que ele responda. Ele [Lamartine] está lá só para tampar buraco”, criticou Clovito.

O vereador levantou a questão sobre os repasses que a Secretaria de Saúde do Município irá receber da Lei Orçamentaria Anual (LOA), cerca de R$ 350 milhões. O Estado irá assumir a gestão do Pronto-Socorro de Cuiabá após liberação deste orçamento. “Doutor você deve respeitar vereador, pois queremos saber o porquê irá ser repassado o P.S para o Estado com este orçamento disponível”, questionou o vereador.

OUTRO LADO

O RepórterMT esteve em contato com Lamartine Godoy para repercutir as acusações contra a sua gestão. Em relação aos medicamentos, o secretário disse que desconhece a compra e pediu para Clovito provar o fato. Sobre não atender as ligações do vereador, o secretário alega que Hugueney vive “implorando” favores não revelados. “Se ele sabe disso mande ele vir provar, eu  não vou à Câmara porque tenho o que fazer na Saúde”, contrapôs o secretário.

Godoy disse ainda que o vereador deveria mostrar serviço e projetos voltados para o setor e não ficar  atrapalhando o seu trabalho. “Gostaria de conhecer algum projeto do vereador que até hoje não vi nenhum”, revidou.

Sobre o  orçamento da pasta, o secretário disse que metade do montante vai para pagamento de folha, 30% para os hospitais conveniados com o município, compra de remédio, restando somente 20% para outras despesas. “Tenho que trabalhar com o que tenho, o vereador reclama, mas R$ 350 milhões é pouco”, contestou o secretário municipal de Saúde.

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