ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
O governador eleito, Pedro Taques (PDT), terá a maioria na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na Câmara Federal e no Senado, em Brasília. O novo chefe do Executivo foi eleito no primeiro turno no último domingo (6) e assume o Palácio Paiaguás em 1º de janeiro de 2015.
Dos 24 deputados estaduais eleitos, 11 são do grupo de Taques e cinco do PR (Partido da República), que apesar de não ter feito campanha a favor do pedetista, tem muita proximidade o grupo. Além desses, Wilson Santos (PSDB), Coronel Taborelly (PV) e Zé Carlos do Pátio (SD), na avaliação do analista político João Edisom, devem se manter independentes na Casa.
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A única oposição deve vir de Janaína Riva (PSD), herdeira política do deputado estadual José Riva (PSD). “O Taques já começa com 16 aliados, num universo de 24 deputados. Há os independentes, mas a única oposição que vejo é a Janaína, até para firmar uma posição. Não vejo outra oposição”, disse o profissional.
Na Câmara Federal, são oito cadeiras, das quais cinco serão ocupadas por coligados de Taques. Adilton Sachetti (PSB), Professor Victório Galli (PSC), Ezequiel Fonseca (PP), Nilson Leitão (PSDB) e Fábio Garcia (PSB). “Vai facilitar bastante, porque já pega a liderança do Estado logo no início do mandato”.
A situação no Senado seria mais estável ainda. Taques tem o apoio dos três eleitos por Mato Grosso: o senador Blairo Maggi (PR), Wellington Fagundes (PR) e seu suplente José Antônio Medeiros (PPS), policial rodoviário federal que assume em janeiro.
“O Taques está bem afinado com os senadores. O Wellington declarou apoio, o Maggi já tinha conversado anteriormente e o outro é o vice dele. Com os Poderes, o Taques deve ter uma certa tranquilidade inicialmente”, completou o analista.
Foco na Saúde
Em seu primeiro discurso como governador eleito, Taques afirmou no local da apuração [Centro de Eventos do Pantanal] neste domingo (5) que vai buscar um pacto entre os Poderes e pretende evitar especulações na fase de transição, nomeando e anunciado seu staff pessoalmente, ou dando poderes para seu vice Carlos Fávaro (PP). A ninguém mais.
A primeira mudança, de acordo com o analista, deve ocorrer na área da Saúde Pública, com o rompimento dos contratos com as Organizações Sociais de Saúde (OSS). “Isso seria um marketing muito bom para o início de um governo”.













