DA REDAÇÃO
O governo do Estado planeja emprestar nos próximos quatro anos pelo menos R$ 1,736 bilhão por meio de linhas de crédito interna e externa. A meta está inclusa no Plano Plurianual 2016/2019 para as operações financeiras sendo que o valor total será destinado para ações estruturantes, obras e pavimentação de rodovias.
A decisão veio após análise de que o limite de endividamento de Mato Grosso está consolidado, isso significa que a dívida líquida, quando somado tudo que o Tesouro Estadual poderia dever em conformidade com a Resolução do Senado Federal que é de 200% da Receita Líquida (RCL), ou seja, permite até R$ 21,5 bilhões emprestados - sendo que hoje está em quase R$ 11 bilhões.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
É importante ressaltar que quando o assunto é empréstimos, o limite é de 16% RCL, que atualmente representa o R$ 1,736 bilhão, justamente o valor inserido pela equipe econômica na proposta do PPA 2016/2019. No inicio de 2015, o governador Pedro Taques (PSDB) foi até o Banco Mundial, nos Estados Unidos, com a finalidade de viabilizar novos recursos e tentar regras mais flexíveis que condiz com a capacidade financeira de Mato Grosso.
Outro detalhe é que esses valores podem sofrer mudanças, como aconteceu em 2014, quando fechou o Balanço Orçamentário e Financeiro da Receita Líquida de R$ 10,94 bilhões e como a média de arrecadação deste ano está acima de 8% se comparado com 2014, a probabilidade que a RCL supere a marca dos R$ 12 bilhões até 31 de dezembro de 2015. No caso de aumento da receita aumenta-se também o limite de crédito disponibilizado.
ANOS ANTERIORES
Só em 2014, o Estado pagou quase R$ 1 bilhão de juros e encargos além da amortização da divida de cerca de R$ 300 milhões. Em 2013 foram R$ 642, 9 milhões.
Com a alta do dólar Mato Grosso também tem pago bem mais para quitar as dívidas. Em 2014 o valor que era de R$ 94,36 milhões subiu para R4 229,33 milhões, uma elevação de 143,03%.














