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29 de Maio de 2014, 10h:29 - A | A

POLÍTICA / LAVAGEM DE DINHEIRO

Exonerado, Vivaldo alega que denúncias não maculam sua imagem de gestor e que transações foram legais

Conforme os extratos bancários, Júnior Mendonça teria transferido de janeiro a março de 2010 o valor de R$ 520 mil para a empresa de Vivaldo Lopes, divididos em seis transferências; promotora chama envolvidos de profissionais do crime

Divulgação

Vivaldo Lopes, assim como o ex-secretário de Fazenda do Estado, Eder Moraes e sua esposa Laura Tereza Dias, foram indiciados pelo MPF por lavagem de dinheiro.

Vivaldo Lopes, assim como o ex-secretário de Fazenda do Estado, Eder Moraes e sua esposa Laura Tereza Dias, foram indiciados pelo MPF por lavagem de dinheiro.

DA REDAÇÃO



Orientado por sua defesa a não falar com a imprensa, o ex-secretário adjundo do Tesouro Estadual, Vivaldo Lopes, denunciado por lavagem de dinheiro, pelo Ministério Público Federal, emitiu uma nota pessoal, justificando sua saída do governo do Estado e alegando que sua imagem como gestor público continua imaculada, já que as denúncias da investigação da Operação Ararath seriam “apenas” sobre sua vida pessoal.

“Ressalto que a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em nenhum momento imputa qualquer suspeita sobre minha conduta enquanto gestor público, questionando apenas transações afetas a minha atividade particular”, diz trecho da nota.

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Apesar de ter sido indiciado como réu da ação penal por lavagem de dinheiro, Vivaldo afirma que todas as transações eram lícitas, com entradas e saídas de valores devidamente comprovados através de documentos contábeis, e que irá provar isso ao Ministério Público Federal.

Vivaldo Lopes, assim como o ex-secretário de Fazenda do Estado, Eder Moraes e sua esposa Laura Tereza Dias, foram indiciados pelo MPF por lavagem de dinheiro.

Conforme o inquérito policial, as provas recolhidas indicam a nítida intenção dos denunciados em dissimular os lucros ilícitos. A lavagem de dinheiro se realizaria por meio de um processo dinâmico, que distanciava os fundos de sua origem, evitando a associação diretas deles com o crime.

As várias movimentações financeiras dificultavam o rastreamento dos recursos. Ainda sobres os fatos que comprovariam o crime, o dinheiro era novamente disponibilizado aos emissores depois de ter sido suficientemente movimento para ser considerado “limpo”.

Conforme as informações do delator das investigações, o agiota e dono de uma rede de postos combustíveis, Júnior Mendonça, Eder Moraes pedia dinheiro emprestado a ele alegando ser uma solicitação do governador, esse dinheiro era transferido pela Factoring Globo Fomento ou pela empresa Amazônia Petróleo para as contas de terceiros, como da empresa Brisa Assessoria de propriedade de Vivaldo Lopes.

Conforme os extratos bancários, Júnior Mendonça teria transferido de janeiro a março de 2010 o valor de R$ 520 mil para a empresa de Vivaldo Lopes, divididos em seis transferências. 

Quando teve a Polícia Federal realizando mandados de busca e apreensão em sua casa e empresa, no dia 19/02/2014, Vivaldo chegou a justificar à imprensa que a suspeita seria a respeito de um depósito de R$ 75 mil, que seriam repassados para o time do Mixto, mas a ‘caderneta’ de Júnior Mendonça, comprovou que a relação entre o secretário adjunto, Eder Moraes e suas empresas era bem maior do que o revelado e havia se tornado corriqueira.

 

CONFIRA NA ÍNTEGRA A NOTA DE VIVALDO LOPES

NOTA A IMPRENSA

 

Tendo em vista denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra minha pessoa, imputando irregularidades em transações financeiras realizadas pela minha empresa, decidi, em caráter irretratável, para dedicar à minha defesa e atividades particulares, pedir demissão do cargo de Secretário-Adjunto de Fazenda do Estado de Mato Grosso. 

Ressalto que a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal em nenhum momento imputa qualquer suspeita sobre minha conduta enquanto gestor público, questionando apenas transações afetas a minha atividade particular.

Esclareço que todas as transações questionadas, diferente do que consta na ação movida pelo MPF, foram lícitas, com entradas e saídas de valores devidamente comprovadas através de documentos contábeis, tudo a ser apresentado à Justiça Federal no momento oportuno.

Agradeço a confiança depositada pelo Governador Silval Barbosa em minha pessoa e no meu trabalho profissional.

Por fim, ressalto meu respeito pelo Ministério Público e pela Justiça Federal, órgãos aos quais a partir de hoje apresentarei minhas alegações defensivas, aguardando, agora no exercício de minha atividade privada, julgamento Justo e isento. 

Vivaldo Lopes

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