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07 de Agosto de 2015, 07h:46 - A | A

POLÍTICA / INVESTIGAÇÕES SOBRE A COPA

'Existe uma cúpula na Assembleia que não quer que a CPI caminhe' diz deputado

Na tribuna Oscar Bezerra disparou que a CPI da Copa estaria sofrendo retaliações, pois a convocação de Silval e do Consórcio VLT para depor em Plenário prejudicaria o trabalho do grupo

Assessoria

Sem técnicos para análise, CPI continua sem previsão de data para voltar ao trabalho.

Sem técnicos para análise, CPI continua sem previsão de data para voltar ao trabalho.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Enquanto o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura irregularidades em Obras da Copa está ‘travado’, há mais de dois meses na Assembleia Legislativa, os deputados Emanuel Pinheiro (PR) e Eduardo Botelho (PSB) decidiram convocar o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), juntamente com o Consórcio VLT para prestar esclarecimentos ao Parlamento, aí o assunto virou polêmica no Plenário esta semana.

Na tribuna Oscar Bezerra disparou que a CPI da Copa estaria sofrendo retaliações, pois a convocação de Silval e do Consórcio VLT para depor em Plenário prejudicaria o trabalho do grupo

O presidente da CPI da Copa, Oscar Bezerra (PSB), não gostou nada do pedido e partiu para o desabafo na tribuna da Casa. O deputado acredita que há retaliações dos colegas para impedir a comissão de investigar. “Precisamos saber se querem que investiguemos, porque desde o início da CPI sofremos retaliações, colocaram pedras em nosso caminho para dificultar a investigação, que já está parada há 60 dias devido a uma condução errada para contratação por esta Casa de Leis através da Mesa Diretora”, disparou.

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Bezerra diz se preocupar com a convocação do ex-governador e pediu aos demais deputados que o ajude a retomar os trabalhos. “Chega a ser desrespeitoso com a CPI [convocação de Silval] que está investigando. Claro que os demais deputados têm essa prerrogativa, mas prejudica e muito os nossos trabalhos”, rebate o parlamentar.

"Então são muitos empecilhos que nos fazem crer que existe uma cúpula que não quer que a CPI caminhe”, argumentou o deputado.

Desde que foi instalada, a CPI da Copa, não muito diferente das obras do mundial de futebol, já viveu momentos de polêmicas. A contratação de uma de consultoria, a CLS, que daria apoio aos trabalhos foi suspensa por suspeita de irregularidades. De lá pra cá, o que se ouve é muito barulho, mas a verdade é que não se tem uma data para o retorno da comissão. A Mesa Diretora prometeu contratar a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), porém as negociações não ‘andam’, com isso tanto o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) como outros envolvidos não serão sabatinados.

A falta de pessoal para analisar profundamente os documentos deixa a comissão, que tinha com meta durar no máximo um ano e agora será esticada por mais 12 meses, ainda mais estagnada. “A Unemat não pode contratar pessoa física, então prejudica os nossos profissionais que desde o início da CPI estão trabalhando, e qual respaldo teremos nesta investigação com outros profissionais? Então são muitos empecilhos que nos fazem crer que existe uma cúpula que não quer que a CPI caminhe”, argumentou o deputado.

Com relação ao governo do Estado, Oscar solicitou que o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, compartilhe informações acerca das obras da Copa com a CPI. “Temos que ter a prerrogativa de receber qualquer informação inerente às obras da Copa”, ressaltou.

O líder do governo Wilson Santos (PSDB), Pery Taborelli (PV) e Wancley Carvalho (PV) apoiaram Oscar.

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