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10 de Outubro de 2014, 16h:57 - A | A

POLÍTICA / VAI DE AÉCIO

'Eu não sou homem para aceitar pressão, nem cabresto', dispara Taques sobre Dilma

"As promessas de Infraestrutura para Mato Grosso não foram cumpridas e o Estado não tem recebido do Governo Federal o que precisa, e não adianta dizerem que Mato Grosso pode se prejudicar. Mato Grosso sustenta a balança comercial", disse

RepórterMT

Pedro Taques

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO



O governador eleito de Mato Grosso, Pedro Taques (PDT), reafirmou nesta sexta-feira (10) em ato do PSDB, que não irá seguir a aliança nacional do seu partido com o PT por não aceitar os recentes escândalos de corrupção.

Ele já fechou apoio ao candidato a presidente pelo PSDB, Aécio Neves, juntamente com outros três senadores do PDT: Cristovam Buarque, José Antônio Reguffe e Lasier Martins.

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Taques declarou que não teme punição partidária e se classificou como “homem que não aceita pressão”. “Eu não sou homem para aceitar pressão. Não aceito cabresto de quem quer que seja. Comuniquei com outros senadores e declaramos apoio ao Aécio. Se partidariamente quiserem tomar providencias, que tomem providencias legais”, disparou o governador eleito.

Durante sua campanha, Taques evitou fazer críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) e não negou que pudesse dar palanque a ela, mesmo com a candidatura a governador de Lúdio Cabral (PT). No entanto, hoje elencou diversas razões para não apoiá-la no segundo turno e uma delas seria reportagem exibida pelo Jornal Nacional na noite desta quinta-feira (9).

A matéria trouxe trechos dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef, que delatam a corrupção na Petrobras. Veja AQUI. “Ontem o Jornal Nacional mostrou que uma quadrilha se instalou no Poder, via Petrobras. Isso é um absurdo, eu não volto [a seguir orientação partidária], e vou fazer campanha para o Aécio, porque o Aécio significa transformação”, disse Taques.

O governador eleito criticou a desindustrialização do Brasil, os indicadores macro econômicos internacionais, o PIB e os 17% do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) que foram concluídos no Estado. Taques citou a falta de construção da ferrovia de integração do Centro Oeste, assim como da Ferronorte a Cuiabá, e a duplicação da estrada até Santarém.

“As promessas de Infraestrutura para Mato Grosso não foram cumpridas e o Estado não tem recebido do Governo Federal o que precisa, e não adianta dizerem que Mato Grosso pode se prejudicar. Mato Grosso é um estado que ajuda muito o Brasil. Nós sustentamos a balança comercial. O Brasil precisa do Estado de Mato Grosso e vamos nos colocar na posição de importância na federação”, completou Taques.

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Cuiabano 12/10/2014

Veremos até quando. No primeiro embate com a AL, com certeza baixará a crista. Quero ver ainda em prática o discurso de combate a corrupção.

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