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16 de Novembro de 2015, 14h:14 - A | A

POLÍTICA / REFORMA TRIBUTÁRIA

Estado quer desonerar indústria e comércio, para aumentar base de contribuintes

Proposta que será encaminhada ainda este mês para a AL-MT tem cinco pilares, entre eles a facilitação 'da vida' do microempresário.

Assessoria

Secretariado acompanhou governador Pedro Taques no detalhamento da proposta de reforma tributária.

Secretariado acompanhou governador Pedro Taques no detalhamento da proposta de reforma tributária.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



O governador Pedro Taques (PSDB) e o secretário de Estado de Fazenda, Paulo Brustolin, apresentaram na manhã desta segunda-feira (16) a proposta de reforma tributária que esperam aprovar na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT) ainda este ano.

“Estado não acha ouro, não ganha na loto, ele tem que arrecadar”, comentou o governador sobre a mudança.

O objetivo central da proposta é desonerar o empresariado local, da indústria e do comércio, e criar um ambiente seguro, inclusive jurídico, para atrair investidores de fora.

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O governador afirma que outros estados como Goiás e Mato Grosso do Sul já fizeram reformas tributárias e estão à frente na conquista de investidores.

Mato Grosso ainda está em campanha internacional pela mudança da imagem de ambiente impróprio para investimentos.

O governo confia que o aumento da arrecadação virá sem a necessidade de “arrocho”, mas sim ampliando a base de contribuintes.

“Estado não acha ouro, não ganha na loto, ele tem que arrecadar”, comentou o governador, dando ideia da importância deste segmento da gestão estadual.

Todo recurso arrecadado, via impostos, vai para a conta única do estado, cujo saldo era de  R$ 87 mil, no início da gestão de Taques, ou seja, estava zerada.

O primeiro pilar da reforma refere-se ao aumento efetivo do sublimite estadual de R$ 1,8 milhões para R$ 2,52 milhões.

O dinheiro da conta única deve ser usado para políticas públicas básicas como educação e saúde.

A proposta de reforma tributária do Executivo tem cinco pilares.

O primeiro deles refere-se ao aumento efetivo do sublimite estadual de R$ 1,8 milhões para R$ 2,52 milhões. O governo acredita que, reduzindo a carga tributária aos contribuintes que se enquadrem nesta faixa de faturamento, dará um “fôlego” ao empresariado local, com uma desoneração na ordem de R$ 150 milhões.

Sendo assim, um dos mecanismos para suprir este déficit seria a facilitação da “vida” de microempresários, trazendo muitos deles inclusive para a legalidade. “O tempo de abertura de uma empresa hoje no estado que chega a demorar 100 dias. Nossa meta é baixar para 5 dias”, destaca Brustolin, se referindo ao Projeto de Lei que modifica o estatuto das pequenas e médias empresas.

“O tempo de abertura de uma empresa hoje no estado que chega a demorar 100 dias. Nossa meta é baixar para 5 dias”, destaca  o secretário Brustolin.

A proposta prevê ainda a reativação do Conselho de Contribuintes, com cadeiras para o Conselho Regional de Contabilidade (CRC), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e Federação do Comércio (Fecomércio), entre outras entidades de classe, com o intuito de ampliar a influência delas nas decisões econômicas.

O Projeto de Lei propondo a “Modernização do Processo Administrativo Tributário” será encaminhado ainda neste mês de novembro para a AL-MT.

O secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, ressalta que o Governo tem pressa, até mesmo para entrar em 2016 já efetivando as ações, mas também diz reconhecer  a autonomia da AL para colocar a questão em pauta ou adiar.

No entanto, o governo admite que vai tentar fazer o convencimento da urgência desta matéria, através dos deputados aliados e do líder na Casa.

Uma auditoria a ser contratada no dia 23 deste mês, no valor de R$1.7 milhão, junto à Fundação Getúlio Vargas (FGV), apontará o que é possível fazer para arrecadar com eficiência, sem onerar tanto a sociedade, e atraindo investidores.

Isso quer dizer que, em 2016, essa reforma proposta agora pode passar por ajustes, mediante o resultado da auditoria.

“Quero ressaltar que (mediante toda a discussão de mudança) não vamos aumentar impostos e que, apesar das condições dramáticas que encontramos a Sefaz, tomamos todas as precauções para que isso não fosse necessário, como a reforma administrativa e a revisão de todos os contratos, o que gerou economia significativa”, afirma Brustolin.

De acordo com o governo, o cidadão comum pode tirar como benefícios desta reforma tributária a redução de preços de produtos, isso se o comércio e a indústria, que serão desonerados, repassarem o “alívio” ao consumidor, o que é improvável em época de crise.

 

 

 

 

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