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04 de Novembro de 2015, 17h:44 - A | A

POLÍTICA / CPI DA COPA

Eder vai depor na próxima terça-feira; 'o pau vai cantar', diz Oscar Bezerra

De acordo com o presidente da CPI, Oscar Bezerra (PSB), quando Moraes compareceu para prestar depoimento,em abril passado, ele estava preso e, por isso, não tinha como fornecer documentos à Comissão.

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Oscar Bezerra preside a CPI e promete 'espremer' Eder Moraes

Oscar Bezerra preside a CPI e promete 'espremer' Eder Moraes

PAULO COELHO
DA REDAÇÃO



O ex-secretário chefe da Casa Civil, Fazenda e Obras da Copa, Eder Moraes volta a depor na CPI das Obras do Copa da Assembleia Legislativa, na próxima terça-feira  (10).

De acordo com o presidente da CPI, Oscar Bezerra (PSB), quando Moraes compareceu para prestar depoimento,em abril passado, ele  estava preso e, por isso, não tinha como fornecer documentos à Comissão.

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Bezerra  acredita que Moraes, dessa vez,  vai poder ajudar mais com o trabalho da CPI. “Ele é um arquivo vivo e esperamos que ele venha com  uma mala cheia de documentos dessa vez, que ele  não pode trazer da outra vez, porque  estava preso”, apontou o presidente da CPI, acrescentando que “o pau vai cantar, na terça-feira”.

Nessa quarta-feira (4) a CPI ouviu o depoimento  da ex-secretária do Núcleo Sistêmico de Turismo, Cultura e Esporte, à época da Copa, Juliana Fiúzi. Ela foi muito questionada  a respeito dos procedimentos de contratação das empresas Castro Melo, Deloitte e outras que participaram do processo que antecipou a escolha de Cuiabá como uma das cidades-sede dos jogos do Mundial 2014.

Eder, além de ter sido gestor da Secopa, participou ativamente da mudança do modal Bus Rapid Transit (BRT) para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

Ao longo dos últimos seis meses, a maioria dos depoentes que passou pela CPI, citou, direta ou indiretamente, Eder Moraes como peça-chave na tomada de decisões e articulações relacionadas à implantação do VLT em Cuiabá e Várzea Grande.

Eder, além de ter sido gestor da Secopa, participou ativamente da mudança do modal Bus Rapid Transit (BRT) para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). 

O ex-secretário Éder, quando do seu primeiro depoimento,  afirmou que assumiu o cargo com o objetivo de dar andamento às obras da Copa do Mundo, no momento em que a Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo (Agecopa) transformava-se em Secopa, em setembro de 2011, permanecendo até abril de 2012.

Na ocasião, questionado sobre mudança do BRT para o VLT, Moraes disse que a troca de modal ocorreu após estudos técnicos realizados por uma comissão. Segundo ele, a empresa pública portuguesa Ferconsultos colaborou com os estudos para a implantação do VLT, considerado o meio de transporte que propiciaria menor tarifa aos usuários, o que seria algo  em torno de três reais.

Há também a expectativa de que  Moraes agregue valor quanto às investigações sobre um suposto pagamento de propina que teria sido determinante no processo de escolha de Cuiabá.

Eder Moraes está em liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica e outras restrições, desde meados de agosto deste ano.

Além da tornozeleira,  o juiz federal Jeferson Schneider aplicou outras medidas cautelares a Eder que está proibido de sair de casa no período noturno (exceto para faculdade ou igreja), fins de semana e feriados; e de manter contato com os demais réus da Operação Ararath, exceto a esposa Laura Tereza Dias.

O habeas Corpus de Eder, à época, foi concedido pelo  ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

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