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21 de Agosto de 2012, 07h:36 - A | A

POLÍTICA / POLÊMICA SOB TRILHOS

Eder Moraes reconhece que organizou licitação, mas nega fraude

Para ele, as denúncias feitas por Rowles são “absurdas” e merecem investigação; Eder diz ainda que relação de Daltro com assessor-bomba é "forte"

ANA ADÉLIA JÁCOMO



O ex-secretário da Secopa, Eder Moraes, afirmou nesta terça-feira (21) ao RepórterMT que não acredita nas denúncias feitas pelo ex-assessor especial da vice-governadoria Rowles Magalhães. Mesmo tendo sido o organizador de todo processo licitatório, Eder afirmou que não houve negociata e fez questão de pedir investigação exclusiva no caso.


Ele também disse que não sabia da relação entre o vice-governador Chico Daltro (PSD) e o ex-assessor, que ele alega ter conhecido durante as negociações do VLT (veículo leve sobre trilhos) em Portugal, mas, que até então, não tinha conhecimento de sua nomeação no staff estadual.

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“É um descalabro, uma ignomínia, um absurdo. As pessoas falam de R$ 80 milhões como se fossem R$ 80. Se há pagamento de propina de R$ 80 milhões, tem que haver rastro, conta bancária. É só rastrear. É simples. Um valor desses é facilmente identificado em qualquer sistema financeiro”, defendeu Eder.


Rowles disse semana passada ao portal UOL – site ligado a Folha de S. Paulo - que havia um forte esquema de propina que beneficiou a empresa vencedora da licitação da obra do VLT. O consórcio VLT Cuiabá teria desembolsado R$ 80 milhões para membros do governo, a fim de vencer o certame.


“Conheci o Rowles enquanto eu estava no Governo. Eu não sabia dessa relação dele com o Chico Daltro, fiquei sabendo pela imprensa que ele era assessor direto do vice-governador e que fizeram uma viajem para fora do país. Essa nomeação aconteceu depois da minha saída, Eu sai em 7 de abril deste ano e não tinha conhecimento de que ele foi nomeado. Deve haver uma ligação forte entre eles”.

 

 

“Quando saí da Secopa deixei a licitação encaminhada e deixei praticamente todos os projetos das grandes obras prontos, era só seguir um roteiro"

 


Eder chegou a viajar em maio do ano passado à cidade de Porto, em Portugal, com a comitiva que foi conhecer o modal. Na oportunidade estavam presentes Rowles, que representava o fundo de investimento Infinity, o governador Silval Barbosa (PMDB), o deputado estadual José Riva (PSD), o ex-deputado estadual Sérgio Ricardo e o deputado e candidato à Prefeitura de Cuiabá Guilherme Maluf (PSDB).


“Até onde eu sei, o Rowles representava um fundo de investimento e essas empresas têm interesse não só em Cuiabá, como em qualquer obra de infraestrutura pela possibilidade de se desdobrar outros negócios, como por exemplo, a antecipação de receita. Então muitas vezes esses fundos participam, auxiliam todo um processo visando um desdobramento de novos negócios, o que é absolutamente normal. O que sai fora disso, não sei dizer”.


Ocorre que Rowles articulou a doação à Secopa, do estudo de viabilidade do VLT, estimado em R$ 14 milhões, em parceria com a estatal portuguesa Ferconsult. No entanto, ele teria conseguido o estudo sob a condição de que o Estado fizesse uma PPP (parceria público-privada) para construir o modal, e que o fundo Infinity e sua parceria Ferconsult, fariam parte do grupo consultor.
 

LOBBY

 

Eder também afirmou que crê na possibilidade de haver uma forte oposição à implantação do VLT e que setores da indústria estariam plantando informações para “derrubar” o modal, que é elétrico e por isso não consome combustível. Ele garantiu que quando foi exonerado da secretaria, deixou todo processo de licitação “encaminhado” e que bastava apenas o secretário Maurício Guimarães seguir o determinado.


“Quando saí da Secopa deixei a licitação encaminhada e deixei praticamente todos os projetos das grandes obras prontos, era só seguir um roteiro. Agora, com relação à denúncia eu acho que houve muita motivação eleitoreira nisso tudo. O VLT sofreu todo tipo de atentado e todo tipo de tentativa de burla para que o processo não se efetivasse”


“Nós estamos lutando com uma força subjetiva, oculta, que não tem clareza. É evidente que a indústria de pneus, o setor de fabricação de chasis, combustíveis, biocombustíveis e ônibus estão influenciando porque foram frontalmente atingidos pelo modal. O que precisa é ter um secretário lá na Secopa com posição firme e que o governador também mantenha esse posicionamento firme”.

 

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Jose Arimateia Carneiro 21/08/2012

PARABENS AO EDER MORAES QUE NAO SE ESCONDE. HOMEM PUBLICO TEM QUE SER ASSIM, CORAJOSO E FIRME NOS SEUS PROPOSITOS.

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Porto 21/08/2012

Com relação ao VLT o site UOL tem uma postura, no mínimo duvidosa: Todas as notícias sobre o modal cuiabano são "bombásticas". Nas do dia 17/08 por exemplo quer que acreditemos que Rowles, "escolado da vida" se apresentou ao repórter da UOL como anônimo, mas ficou cara a cara com o repórter e disse onde trabalhava. Avisou ao Rowles em 17/07 que iria publicar a reportagem, mas acabou fazendo um mês depois 17/08 e logo após a decisão do Julier que desembargou a obra, ALGUÉM deu a ordem ? Rowles coordenou toda concorrência, além de formar todos os consórcios. Pergunto se tinha tanta influência assim com as maiores construtoras do país, como foi virar servidor público salário DAS ? E se pagaram 80 mi, porque ele não ficou com nada, face a importância do trabalho que fez ? O site diz que desde que ele se apresentou começou a fazer as gravações; então porque mostrou a gravação só de um dia (som ambiente é o mesmo) ? Porque na gravação ele deu tanta ênfase à não conclusão da obra para copa, que o fator que mais tá pegando nesse processo ? Existem outras incoerências na matéria tá parecendo montagem, investiguem a reportagem !

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Joanice Moreira 21/08/2012

Falem o que quiser mas o Eder Moraes tem posicionamentos convicentes, ele e muito combativo e desafia qualquer um, por isso coleciona desafetos. Melhor assim pelo menos temos um matogrossense de saco roxo...

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3 comentários