Cuiabá, 01 de Novembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
01 de Novembro de 2026

13 de Agosto de 2014, 20h:58 - A | A

POLÍTICA / FORA DAS GRADES

Eder Moraes pode fazer sua primeira declaração pública em terceiro dia de interrogatório sa Ararath

Na data da audiência na sede da Justiça Federal, em Cuiabá, onde será ouvido pelo juiz federal Jeferson Schneider, Eder pode fazer sua primeira declaração pública desde que foi preso pela Polícia Federal no dia 20 de maio.

Reprodução

A defesa de Eder sustenta que o agiota teria mentido sobre o suposto esquema.

A defesa de Eder sustenta que o agiota teria mentido sobre o suposto esquema.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



A expectativa para esta quinta-feira (14), é que em seu terceiro dia de interrogatório, o principal réu do processo, proveniente da Operação Ararath, o ex-secretário de Estado, Eder Mores, não entre pela ‘porta dos fundos’, como fez enquanto estava preso.

Na data da audiência na sede da Justiça Federal, em Cuiabá, onde será ouvido pelo juiz federal Jeferson Schneider, Eder possa fazer sua primeira declaração pública desde que foi preso pela Polícia Federal no dia 20 de maio.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Acusado de gerenciar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, Eder, que teve o habeas corpus concedido pelo ministro Dias Tóffoli, na última sexta-feira (08), responde, nesta quinta e provavelmente também na sexta-feira (15), sobre detalhes baseados em análises de documentação.

Em dois dias de depoimento, realizados na última semana, Eder teria respondido ao magistrado e ao Ministério Público Federal 38 questões.

Defendendo o posicionamento de que seu cliente, Eder Moares, não teria participação em ações ilícitas, junto ao agiota, Gércio Marcelino Mendonça Júnior, hoje delator do processo, o advogado Paulo Lessa afirmou aos jornalistas na última sexta-feira (08), que Eder se colocou à disposição para uma acareação junto ao agiota, que também é proprietário da rede de postos de combustíveis Amazônia Petróleo, para provar que ambos não teriam uma relação de atos financeiros ilícitos.

Segundo o agiota, em seu depoimento, Eder era o gerente de um ‘sistema’, que usava uma conta da rede de combustíveis de Mendonça, além de empréstimos junto à sua factoring para beneficiar terceiros indicados a mando de Eder Moraes. O esquema teria movimentado cerca de R$ 540 milhões.

A defesa de Eder sustenta que o agiota teria mentido sobre o suposto esquema.

O pedido de acareação, no entanto, não havia sido formalizado perante a Justiça.

Somente após o juiz federal dar por encerrado o interrogatório de Eder, será marcada a data para ouvir os outros réus da ação, que são a esposa de Eder, Laura Dias e o superintendente regional do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol. 

Já o ex-secretário adjunto do Tesouro, Vivaldo Lopes, que trabalhou muitos anos, ligado a Eder, conseguiu o desmembramento do processo, com base no pedido de sua defesa que alegou que ele não poderia ser interrogado pela Justiça antes que seja finalizada a perícia contábil, envolvendo transações feitas entre ele, Eder Moares e o agiota Júnior Mendonça.

Comente esta notícia