RepórterMT

Eder tinha “transito livre” nas esferas do governo estadual e federal e teve “carta branca” para negociar várias medidas ligadas à Copa do Mundo.
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Preso novamente pela Polícia Federal desde o dia 1 de abril, Éder Moraes deve deixar o Centro de Custódia do Estado nesta quarta-feira (15) para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito das Obras da Copa, na Assembleia Legislativa.
Entre os deputados que compõem o grupo é grande a expectativa pelo depoimento de Éder, que foi diretamente envolvido na troca do modal de mobilidade urbana BRT pelo VLT, que deveria estar pronto para a Copa de 2014.
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Quando foi secretário de Estado nas gestões de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Eder tinha “transito livre” nas esferas do governo estadual e federal e teve “carta branca” para negociar várias medidas ligadas à Copa do Mundo.
De acordo com o presidente da CPI, deputado Oscar Bezerra (PSB), a expectativa é que Eder explique os motivos que levaram à troca do BRT para o VLT. O objetivo é saber se a mudança atendeu a algum interesse político ou pessoal.
Já Sival Barbosa (PMDB), que deporia também no início de maio, pediu para adiar sua ida à CPI para, “possivelmente”, dia 22 de junho. Silval também teria negocioado a mudança de modal junto ao governo Federal.
No dia 5 de maio, o ex-deputado José Riva (PSD) também deve sair do Centro de Custódia de Cuiabá, onde está preso para prestar esclarecimentos à CPI, que ele também foi um dos grandes articuladores da mudança do BRT para o VLT.
DECLARAÇÕES POLÊMICAS
Em entrevista polêmica, ao RepórterMT recentemente, Eder Moraes que comandou as Secretarias de Fazenda, Casa Civil e Obras da Copa, nos governos de Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), e hoje tem seu nome como o principal investigado do processo originado pela Operação Ararath afirmou que o atual governo de Pedro Taques (PDT) estaria mentindo ao declarar à população que para terminar a obra do VLT seriam necessários investir cerca de R$ 800 milhões a mais, dos R$ 1, 447 bilhão já contratados para a obra.
Apesar de não ter respondido pela Secopa, quando as ordens de serviço foram dadas para a implantação do VLT, o ex-secretário argumentou que a atual gestão pode entregar a obra em prazo recorde e custo mínimo. Mas uma auditoria realizada recentemente pelo governo do Estado aponta que somente 20% do modal estariam concluídos,
“Eu acho que não vai mais que R$ 200 milhões para entregar essa obra funcionando para o povo. (...) Coloque o VLT por etapas. Concentra os esforços para trazer o VLT até o CPA. Concentra que em seis meses, coloca funcionando. Eu sei oque estou falando. Eu reuni. Eu ouvi os técnicos e a defesa”, defendeu.
O ex-homem forte dos governos passados ainda contestou o resultado da auditoria apresentada pelo governo de Taques, que apontou também um rombo de quase R$ 200 milhões entre o que foi pago pela obra e o que foi realmente entregue pelo consórcio. Para Éder, a medida faria parte de um jogo político para atrasar ainda mais a retomada dos trabalhos de implantação do VLT.













