PAULO COELHO
DA REDAÇÃO
Depois de mais de horas de depoimento, o ex-secretário de Estado, Éder Moraes, encerrou sua primeira participação como testemunha na CPI das Obras da Copa, sem as revelações tão esperadas pelos membros da Comissão.
Sobre o principal questionamento feito durante todo o depoimento, referente ao salto do valor inicial do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que era de R$ 700 milhões e que depois foi para quase R$ 1,5 bilhão, Moraes responsabilizou o ex-secretário da Secopa, Maurício Guimarães.
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“Todos os pagamentos relativos ao VLT, compra dos vagões, pagamentos antecipados, tudo se deu na gestão do Maurício Guimarães, até porque tudo isso precedia uma licitação do RDC (Regime Diferenciado de Compra), o que foi feito somente depois da minha saída da Secopa”, afirmou.
Porém, Moraes admitiu que foi ele o responsável por quase toda a elaboração do modelo RDC que, segundo ele, só foi posto em prática após sua saída da pasta.
“Realmente, começou-se falando que o VLT custaria 700 milhões de reais, mas, como essa discussão ainda era embrionária, não estava prevista a aquisição dos vagões, só isso foi algo superior 500 milhões”, apontou o depoente, reforçando que isso ocorreu quando ele já não respondia mais pela Secopa. “Só as obras de intervenção, se somadas todas, dariam aí, em torno de 700 milhões de reis”, emendou
Sobre a mudança de BRT (Bus Rapid Transit) para VLT foi, segundo ele, uma decisão do governador Sival Barbosa (PMDB). “Eu, enquanto secretário, cumpro a decisão e nós buscamos todos os subsídios técnicos para se fazer isso”, emendou.
Ele também confirmou a interferência do ex-deputado José Riva (que está preso em Cuiabá acusado de crime de improbidade administrativa).
“O deputado Riva defendia que o VLT seria melhor que o BRT, aí então iniciamos um estudo e para isso foi contratada uma empresa portuguesa chamada Fercusul”, seguiu, dizendo ainda que “o deputado Riva, preocupado com o bem estar da população cuiabana, entendia que aquele era o melhor modal”.
Éder Moraes negou que tenha participado da qualquer compra e disse que não participou "nem da aquisição e nem da precificação de nenhum vagão, o consórcio do VLT, dentro do RDC foi que constituiu o fabricante que fornece aquele equipamento”.
Porém, foi Éder o mentor do RDC e, por isso, os deputados da CPI insistiram no questionamento sobre sua possível ligação com as empresas contratadas.
“Quando se fala que eu participei da construção do RDC, evidentemente que abaixo de nós havia uma equipe técnica, toda essa equipe técnica, abaixo de mim, era liderada pelo Maurício Guimarães, tanto que eu sai da Secopa e ele assumiu meu lugar”, salientou.
Já sobre o valor da tarifa, o ex-secretário Eder também defendeu que, na viagem feita pelo governo Silval a Portugal, a principal dúvida quanto ao valor da passagem "Houve uma profunda análise sobre isso e todos os nossos apontamentos diziam que a tarifa ficaria em torno de 3 reais, no valor de hoje”.
Moraes ainda alegou que não procedem as informações de que o VLT não teve projeto.
“Teve um pré-projeto sim e contém mais de mil páginas e foi registrado em cartório e esse estudo serviu de base para a licitação do RDC”, afirmou.
Durante a oitiva, o depoente respondeu a perguntas de todos os deputados titulares e suplentes da CPI. Nenhuma delas teve surpresa na resposta.
O deputado Wilson Santos (PSDB) fez perguntas sobre notas promissórias assinadas por Eder e o ex-governador Silval Barbosa, em operações feitas à empresa Global Fomento.
Ao todo, conforme o tucano, seriam 15 promissórias. Entretanto, o presidente da CPI, Oscar Bezerra (PSB), interveio e não permitiu que Wilson seguisse com esses questionamentos não referentes ao tema central da CPI da Copa, em sim de um processo que envolve Eder e que faz parte de investigação da Polícia Federal.
De todos os deputados presentes, Gilmar Fabris (PSD) foi o único que rasgou elogios a Éder Moraes, enaltecendo “as qualidades” do depoente, e o aconselhando a “erguer a cabeça e seguir em frente”, mesmo que tenha que pagar por seus erros.
“Gostaria de pedir a assessoria técnica da CPI, que faça a supressão total da fala do deputado Gilmar Fabris, por não ser essa a finalidade dessa CPI”, interrompeu Oscar Bezerra.
Acareação
O presidente da Comissão avaliou que Eder Moraes foi “pragmático” e que as respostas dele foram todas feitas sob a luz do juramente de dizer a verdade. Oscar também garantiu que, com o depoimento do ex-secretário Maurício Guimarães, que já foi convocado pela CPI, haverá o “confrontamento das informações”. Ou seja, se Maurício vai refutar ou admitir a responsabilidade de ter elevado em mais de 100% o preço do VLT.
“Se ele negar ou disser o contrário, poderemos colocar os dois frente a frente para saber quem está mentindo”, apontou Bezerra.
Outra “peça-chave” a depor na CPI é o ex-governador Silval Barbosa, que teria pedido para adiar seu depoimento do dia 28 de abril para 02 de junho, mas que depois tentou voltar para a data inicial. “Ele não tem que querer nada aqui, ele vai depor dia 02 de junho e acabou”, atestou o presidente da CPI.



















Garibaldi Reis 15/04/2015
HOMEM BOMBA? HOME TRAQUE ISSO SIM QUE É O SENHOR ÉDER MORAES!!!CHEGA DE HOLOFOTES PARA ESSE CRÁPULA...QUEM É ESSE SER REPUGNANTE PARA FALAR EM JURAMENTO DE DIZER SOMENTE A VERDADE...QUE MORAL TEM ESSE ESCROTO EM OLHAR PARA OS "OS SEUS MAIS PRÓXIMOS" E DIZER QUE TUDO ISSO QUE ESTÁ ACONTECENDO COM ELE, SÃO FACTÓIDES, INVEJA, INVENÇÕES DE QUEM NÃO TER O QUE FAZER...DE LOUCO E DEMENTE ELE NÃO TEM ABSOLUTAMENTE NADA....
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