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11 de Maio de 2016, 10h:52 - A | A

POLÍTICA / CPI DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Éder é intimado a entregar nesta quarta as supostas provas de fraudes em cartas de crédito

Recém saído da prisão, ele deve atender à intimação, caso contrário poderá ser alvo de mandado de busca e apreensão.

RepórterMT

O ex-secretário de Estado e lobista, Éder Moraes afirmou que intermediou negociações em favor do MP.

O ex-secretário de Estado e lobista, Éder Moraes afirmou que intermediou negociações em favor do MP.

KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO



Recém-saído da prisão, o ex-secretário de Estado e lobista Éder Moraes, está intimado a entregar ainda nesta quarta-feira (11) documentos que ele afirmou ter e que seriam provas de que houve fraudes nas cartas de crédito milionárias emitidas de 2004 a 2009 pelo Ministério Público Estadual (MPE) em favor de promotores.

A intimação foi feita pela CPI das Cartas de Crédito, instaurada em novembro de 2015, justamente após uma declaração feita por Éder, durante uma oitiva em uma outra comissão parlamentar, a CPI das Obras da Copa

A intimação foi feita pela CPI das Cartas de Crédito, instaurada em novembro de 2015, justamente após uma declaração feita por Éder, durante uma oitiva em uma outra comissão parlamentar, a CPI das Obras da Copa, dando conta que, como lobista, intermediou o esquema no MP, facilitando a liberação de pagamentos supostamente indevidos e que ele teria provas documentais disso.

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Em fevereiro deste ano, o presidente da CPI das Cartas de Crédito, o deputado Max Russi (PSB), solicitou os tais documentos a Éder, mas ele não providenciou a entrega deles. Desta vez, a intimação o obriga a apresentá-los em 24 horas, sob pena de um oficial de justiça entrar na casa dele ou em locais onde possam estar aguardados e cumprir mandato de busca e apreensão.

Éder foi avisado oficialmente da obrigatoriedade na tarde desta terça-feira, quando ainda estava detido no Centro de Custódia de Cuiabá. Por isso, o tempo dele vence nesta tarde.

Os parlamentares que compõem a CPI alegam precisar dos documentos citados por Éder com urgência, para darem andamento às análises financeiras.

O presidente da CPI, Max Russi, não comentou se, pela demora de Éder em expor as provas, ele poderia estar blefando, ou seja, não teria documento comprobatório algum e queria apenas afrontar o Ministério Público, onde é alvo de investigações, assim como outros políticos de renome.

Éder, que estava preso há 158 dias, por ser acusado de crimes financeiros identificados pela Polícia Federal, na Operação Ararath, ainda não falou com a imprensa sobre a CPI das Cartas de Crédito, após a soltura dele, nesta terça-feira (10) à noite, quando deixou o Centro de Custódia de Cuiabá.

A CPI das Cartas de Crédito já interrogou quatro testemunhas, sendo dois auditores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Fernando Gonçalo Solon Vasconcelos e Francislene França Fortes. Ambos afirmaram que, na condição de técnicos responsáveis por verificar os documentos referentes às cartas de crédito, emitidas a promotores e que são objeto de investigação desta CPI, encontraram uma série de imprecisões, ao ponto de não terem condições de emitir parecer sobre a regularidade ou não delas.

A CPI já ouviu também servidores do departamento de Recursos Humanos que fizeram os cálculos dos benefícios questionados nesta investigação.

O Procurador-Geral Paulo Prado só será convocado a depor "em caso de necessidade".

As investigações seguem muito mais voltadas a perícia de documentos, do que a partir de oitivas, como explica a assessoria de imprensa da CPI. Por isso, os parlamentares que a compõem alegam precisar dos documentos citados por Éder com urgência, para darem andamento às análises financeiras.

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