RAFAEL SOUZA
DA REDAÇÃO
O ex-secretário de Estado da Secopa, Fazenda e Casa Civil e considerado “arquivo vivo” das gestões Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Eder Moraes, também apontou sua ‘metralhadora’ para o governador Pedro Taques (PSDB), durante o depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa. Para o ex-secretário, que já foi preso por três vezes "por suposto crime" contra o sistema financeiro, Taques engana a população.
Eder começou a atacar a gestão de Taques devido à mudança de nome do programa MT Integrado lançado no governo Silval. Hoje, com o nome Pró-estrada, o projeto prevê a pavimentação e recuperação de rodovias, além da construção de pontes de concreto que tem previsão de investimento na ordem de R$ 223 milhões adquiridos junto
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"Todos são ladrões, todos devem ser presos, as pessoas estão com medo de irem presas".
o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES/Banco do Brasil).
“100% destas obras em execução no interior são com recursos que Eder Moraes foi defender lá no BNDES, em Brasília. Mas sorrateiramente, o governo mudou o nome do programa e depois anuncia para a população que está conseguindo dinheiro para as obras. Mas isso é uma mentira, o dinheiro já estava contratado”, disse.
Sobre as obras do VLT, Eder Moraes também se diz injustiçado com as declarações do governo estadual de que o projeto foi desenvolvido por burros.
“Demonizam o modal e mesmo assim 75% da população quer o VLT. O que existe é um discurso genérico. Todos são ladrões, todos devem ser presos, as pessoas estão com medo de irem presas. Hoje, as coisas estão dessa forma”, disse aos deputados.
O reeducando do Sistema Prisional, monitorado por tornozeleira eletrônica e que já foi preso duas vezes, disse que Taques implantou “política do medo”, imputando a ele todas as prisões de corruptos em MT. "Todos são ladrões, todos devem ser presos, as pessoas estão com medo de irem presas".
DEPOIMENTO AO MPE
Em uma das passagens lidas pelo deputado estadual, Wilson Santos (PSDB), sobre um depoimento de Eder ao MPE, o ex-homem forte de MT diz: "Me prometeram R$ 5 milhões, mas nunca me pagaram", se referindo à obra do VLT e aos estudos e consultorias contratadas. A promessa teria sido feita por Silval Barbosa, segundo Eder. O ex-secretário, no depoimento lido por WS também disse que os deputados, da legislatura passada, ficaram por demais interessados nos valores aprovados para gastos com a Copa e, muitos deles, "foram com a faca no pescoço" do então governador.
O chamado “homem-bomba” promete ainda enfrentar o Ministério Público (MPE) por isso quer provocar abertura de uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta vez, para investigar o pagamento irregular de cartas precatórias aos servidores do MP. Eder Moraes quer ser o delator da CPI que deverá investigar suposto esquema de corrupção, fraudes e tráfico de influência no pagamento de R$ 10,3 milhões em cartas de créditos para 40 procuradores e promotores do MPE em 2008 e 2009.
Ele deve apresentar aos deputados documentos que, segundo ele, provam que os pagamentos das cartas precatórias de forma ilícita.














