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16 de Dezembro de 2013, 11h:07 - A | A

POLÍTICA / EFEITO RENÚNCIA

Dorner assume vaga de Henry e se diz focado na Agricultura

A Câmara Federal deve convocar o empresário para tomar posse em cinco dias

ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO



A carta de renúncia do ex-deputado Pedro Henry (PP) deve ser lida nesta segunda-feira (16) à tarde no Plenário da Câmara Federal, em Brasília, e publicada nesta terça (17) no Diário Oficial. Com isso, encerra-se qualquer possibilidade de processo de cassação contra Henry.

Após esse trâmite, a Câmara Federal terá cinco dias para ‘notificar’ o suplente de deputado federal, Roberto Dorner (PSD), para tomar posse no lugar de Henry.

O empresário disse que viaja nesta tarde para Brasília para tomar conhecimento da situação. Dorner já exerceu o mandato de deputado federal entre fevereiro e novembro de 2011, como suplente.

Em entrevista ao RepórterMT nesta segunda-feira (16), Dorner disse que deve buscar à reeleição ano que vem. Segundo o empresário, ele já vem visitando o Estado nos últimos dois anos. “Eu acredito que dá para ficar no Congresso e fazendo política”, comentou.

Dorner disse que esse tempo que ficará na Câmara deve se dedicar a matérias relacionadas à Agricultura. Ele ressaltou que deve trabalhar mais nas questões de demarcações de terras, que segundo o empresário, vem prejudicando os produtores de Mato Grosso.

Além de Roberto Dorner, a bancada federal de Mato Grosso na Câmara ainda conta com mais um deputado do PSD, Eliene Lima.

RENÚNCIA DE HENRY

O deputado Pedro Henry (PP) renunciou ao mandato nesta sexta-feira (13), depois de ter a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi condenado a sete anos e dois meses, em regime semiaberto, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do mensalão. Henry se entregou à Polícia Federal, em Brasília, por volta de 12h40.

Henry, que estava no quinto mandato consecutivo na Câmara, é o terceiro deputado a renunciar ao mandato depois da condenação no processo do mensalão. Antes dele, José Genoino (no dia 3) e Valdemar Costa Neto (dia 5) também renunciaram para evitar o processo de cassação.

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