DO REPÓRTERMT
Um levantamento detalhado das folhas de pagamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), extraído diretamente do Portal da Transparência do órgão, revela que, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, a Corte distribuiu mais de R$ 15,3 milhões em salários aos seus 37 desembargadores.
O montante resulta em uma média mensal líquida de aproximadamente R$ 60 mil por magistrado, valor que atropela o teto constitucional do Judiciário, fixado em R$ 46 mil no ano passado.
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O limite é extrapolado porque, além da folha normal, os magistrados recebem a folha "complementar", que engloba diversas verbas indenizatórias e gratificações que inflam a remuneração final. Entre os valores que mais chamam a atenção nos dados da Transparência estão os rendimentos dos magistrados Luiz Saboia (R$ 473 mil totais no período), Maria Helena Póvoas (R$ 470 mil), Jones Gattass (R$ 468 mil), Jorge Tadeu (R$ 466 mil) e Vandymara Zanolo (R$ 466 mil).
O presidente da Corte, José Zuquim Nogueira, recebeu R$ 434 mil no recorte, com média líquida de R$ 62 mil mensais. Até mesmo os desembargadores João Ferreira Filho e Sebastião de Moraes Filho, ambos afastados por suspeita de negociar sentenças, receberam R$ 245 mil e R$ 171 mil, respectivamente.
Suspensão de 'penduricalhos'
Diante desse cenário de super-salários, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quinta-feira (5) que todos os órgãos públicos revisem e suspendam, em até 60 dias, o pagamento de verbas extras que não tenham previsão legal expressa.
Dino criticou a criação de parcelas remuneratórias ocultas e "penduricalhos" com nomes incompatíveis com o setor público, afirmando que tais indenizações geram salários sem precedentes até em países mais ricos que o Brasil.
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Apesar da pressão do STF, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) afirmou, em nota, que recebe a decisão com tranquilidade e respeito institucional. Segundo o órgão, todos os pagamentos realizados possuem respaldo normativo e autorização legal, indicando que os magistrados e servidores não devem ser afetados.
O presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues, reforçou que benefícios polêmicos como o "vale-peru" já foram suspensos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os valores estão sendo devolvidos. O plenário do STF deve julgar a decisão de Dino no dia 25 de fevereiro.



















Fala a verdade 08/02/2026
Aí o problema e o bolsa família, problema é o vale gás. Enquanto amigo não acabar com essas regalias do judiciário não tem dinheiro que aguenta. Muita coisas legal e ilegal já colocaram quanto é o faturamento de um desembargador em MT.
Ginaldo Matos 08/02/2026
Somos culpados de tudo isso, nao temos coragem de protestar e exigir mudanças, em país que se respeita isso ai é cadeia.
Ivan Cruz 08/02/2026
Po isso o Brasil não vai para frente !
Antonio de Azevedo Carneiro 08/02/2026
Bom dia. O ministro do STF Dino está corretíssimo. Se é para acabar com os super salários, tem que iniciar cortando a própria carne. Enquanto isso, no Brasil, milhões de Brasileiros estudam, prestam concursos e recebem uma miséria como salário. Chamado de salário mínimo. Na verdade é um salário da fome e desconforto. Sem comentar os aumentos do mínimo, que é, e sempre foi uma vergonha miserável. Parabéns Ministro, vá em frente, não faça como muitos que desistem no meio do caminho Este é o principal motivo que hoje ninguém é eleito com meu voto .
Charlie 08/02/2026
Não tem dinheiro que conserte tanta feiura.
José Oliveira 07/02/2026
Cambada de sanguessugas aproveitadores, deveriam ser obrigados a devolver a diferença
6 comentários