ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O ex- secretário de Fazenda de Mato Grosso, Eder Moraes, sofreu a segunda derrota para tentar deixar o presídio da Papuda, em Brasília, onde está preso, praticamente, desde o dia 20 de maio, quando aconteceu a quinta fase da Operação Ararath.
A defesa de Eder Moraes entrou com pedido de Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal, mas o desembargador federal Mário César Ribeiro, do TRF da 1ª Região (TRF1), negou o pedido de liberdade nesta sexta-feira (6).
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O primeiro pedido foi negado pelo juiz da quinta vara federal da Justiça Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider. Eder é acusado, durante a operação Araraht, de ser o operador do suposto esquema fraudulento de lavagem de dinheiro e é o único a estar preso até o momento.
Empréstimo de R$ 4 milhões feitos por Silval Barbosa teria dado início a 'esquema' entre Eder e Junior Mendonça, delator da operação Ararath
De acordo com reportagem publicada por RepórterMT, um empréstimo feito pessoalmente por Silval Barbosa (PMDB) com Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, principal alvo da operação Ararath, que delatou todo susposto esquema de corrupção entre os poderes, é que coloca o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes como o operador financeiro.
Com a quebra de sigilo sobre a ação penal que resultou na quinta fase da Operação Ararath, o nome do governador Silval Barbosa (PMDB) aparece em operações suspeitas pelo MPF. De acordo com o documento, os depoimentos de Júnior Mendonça apontam que um empréstimo feito por Silval teria dado início à sequência de transações que passaram a ser operadas pelo ex-secretário de Fazenda do Estado, Eder Moraes.
À Polícia Federal, Mendonça que é pivô e delator das investigações, afirmou que, nos meses de julho e agosto de 2008, o então vice-governador Silval, chegou a ir pessoalmente à factoring de sua propriedade, Globo Fomento, para contrair um empréstimo de R$ 4 milhões. De acordo com Mendonça, na ocasião, Silval teria dito que o dinheiro seria para financiar campanhas municipais do PMDB.
No depoimento, Mendonça frisou que entregou nas mão de Silval vários cheques com valores ‘quebrados’ e que, como garantia de pagamento, o vice-governador teria assinado uma nota promissória no valor do empréstimo, que também tinha o nome do ex-secretário Eder Moraes.
Ainda de acordo com Mendonça, Silval teria dito que a transação estava sendo feita como ‘aval’ do então governador Blairo Maggi (PR), que teria conhecimento de que Silval tomaria dinheiro emprestado de alguma factoring.
Ao agiota Silval não teria explicado como seria feito o pagamento, apenas que Eder Moraes o procuraria para o acertar da dívida.
De acordo com a denúncia, foi justamente a partir dessa ‘oportunidade’, que Eder Moras e Júnior Mendonça passaram a operar de forma habitual movimentações financeiras de forma ilegal, segundo as investigações.
O nome do ex-governador e atual senador Blairo Maggi (PR) também aparece na Operação Ararath. De acordo com as investigações, Eder também fazia serviços a mando de Maggi. O senador nega todas as acusações. Já Silval Barbosa (PMDB) disse que não pode dar nenhuma informação sobre o caso, já que a investigação corre em segredo de Justiça pelo Supremo Tribunal Federal.


















