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04 de Julho de 2015, 16h:52 - A | A

POLÍTICA / CPI DO VLT / COPA

Deputado fala em risco de 'morte' da Comissão, mas 'garante' resultados

Parlamentar chama de "exagero" pedir proteção policial diante da investigações a pessoas ligadas às obras. Bezerra garanta que a CPI da Copa não terminará em pizza.

reprodução

Bezerra diz que família teme por sua vida, mas ele não pedirá proteção policial.

Bezerra diz que família teme por sua vida, mas ele não pedirá proteção policial.

PAULO COELHO
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), presidente da CPI das Obras da Copa, que está parada há três semanas com fortes sinais de que  já perdeu suas forças para apurar e investigar o caos nas obras inacabadas, disse ao , que não lançará mão de segurança policial para continuar os trabalhos.

É que o próprio parlamentar disse informalmente, na última semana,  em conversa com jornalistas, que a família dele tem temido pela sua segurança pessoal, considerando o fato de a CPI estar investigando dezenas de empresas e empresários  suspeitos. E como as informalidades 'vazaram', o deputado  acabou sustentando que sua família tem de fato receio, pois afinal, segundo ele,  as investigações envolveria muitos interesses.

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“São bilhões que estão envolvidos, mas eu apenas continuarei tendo a proteção de Deus, até porque se algo acontecer comigo, seria óbvio saber de onde viria, portanto eu acho exagero [ter segurança policial]

“São bilhões que estão envolvidos, mas eu apenas continuarei tendo a proteção de Deus, até porque se algo acontecer comigo, seria óbvio saber de onde viria, portanto eu acho exagero [ter segurança policial], e eu continuo contando com as orações e a fé quem temos no criador”,  disse.

Enquanto isso, estática, a CPI que já ouviu  várias pessoas ligadas direta e indiretamente às obras da Copa, não tem sequer programação de continuidade.

Isso tem feito o trabalho até agora realizado e o que ainda falta a ser feito, cair em descrédito, embora Bezerra garanta que a CPI da Copa não terminará em pizza.

Atualmente o maior entrave estaria na assinatura de um acordo junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), denominado Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), por meio do qual, uma empresa ligada à Unemat, assumiria a assessoria técnica da CPI e, assim, os trabalhos seriam recomeçados.  

Oscar Bezerra informou que a assinatura do TAG vai depender muito da “disponibilidade técnica” do TCE.

Desde março passado, quando da  instalação da CPI já foram ouvidos técnicos ligados ao governo Pedro Taques (PDT), que fizeram alguns levantamentos técnicos (auditorias) e também pessoas ligadas à gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB). O mais expressivo  dos que já depuseram  à CPI, foi Eder Moraes, ex-secretário da Secopa e que encontra-se preso em Cuiabá

Sem a tal empresa de consultoria e assessoria técnica, os membros da CPI não se sentiriam seguros, em termos de informações, para convocar o ex-governador Silval e o ex-secretário também da Secopa, Maurício Guimarães

Sem a tal empresa de consultoria e assessoria técnica, os membros da CPI não se sentiriam seguros, em termos de informações, para convocar o ex-governador Silval e o ex-secretário também da Secopa, Maurício Guimarães, sucessor de Eder.

O ex-deputado José Riva também deve ser ouvido pela Comissão, mas somente depois que CPI estiver devida estruturada para interrogá-lo.

Um dos rivais da CPI é o tempo, uma vez que os trabalhos têm prazo para serem encerrados, ou seja, a duração da Comissão de Inquérito tem prazo inicial de 120 dias para serem concluídos. 80 já se passaram. Porém, legalmente os trabalhos poderão ser prorrogados por mais 60 dias.

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