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27 de Março de 2014, 17h:01 - A | A

POLÍTICA / NOVO VÍDEO

Depoimento de mulher que gravou vídeo de João Emanuel pode \'salvar a pele\' do vereador

as explicações mais aguardadas no momento são a respeito de um segundo vídeo, em que ela seria protagonista de uma conversa na qual Ruth supostamente relata que houve uma ‘armação’ para incriminar João Emanuel.

RepórterMT

No vídeo em que o vereador ensinou como fraudar a licitação da Câmara, ele fazia uma proposta a Ruth que teria sido vítima da venda ilegal de seu terreno.

No vídeo em que o vereador ensinou como fraudar a licitação da Câmara, ele fazia uma proposta a Ruth que teria sido vítima da venda ilegal de seu terreno.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O depoimento da mulher que gravou o vídeo em que o vereador João Emanuel (PSD) ensinava como fraudar a licitação da Câmara de Cuiabá pode ‘salvar a pele’ do parlamentar, que foi preso nesta quarta-feira (26), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Ruth Hércia da Silva Dutra deve ser ouvida no prazo de uma semana pela Comissão de Ética e Decoro da Câmara Municipal. No depoimento, a empresária deve falar sobre todo o processo que envolveria a falsificação da venda de um terreno de propriedade de seu filho e sobre a suposta proposta do vereador de um esquema para fraudar a licitação da Câmara e beneficiar sua gráfica, mas as explicações mais aguardadas no momento são a respeito de um segundo vídeo, em que ela seria protagonista de uma conversa na qual Ruth supostamente relata que houve uma ‘armação’ para incriminar João Emanuel.

O vídeo em questão foi ‘descoberto’ pelo advogado de defesa do vereador, Eduardo Mahon, quatro meses depois de ter sido deflagrada a Operação Aprendiz e te ter caído no conhecimento público as provas contra o parlamentar. Em entrevista ao RepórterMT, o advogado relatou que o material fazia parte das provas encaminhadas pelo Ministério Público, mas quando ele recebeu as provas que continham dois DVD’s pensou que um fosse cópia do outro e somente há cerca de um mês tomou conhecimento de que era um material muito diferente.

“Porque no vídeo tá dizendo o seguinte: a mulher falando com o filho e com o sócio do filho. Eles estão falando o seguinte: “mas vem cá onde que o João Emanuel entra nessa história? Aí os meninos estavam dizendo o seguinte: não entra em lugar nenhum”, declarou.

Agora a defesa se ‘agarra’ a essa prova para livrar João Emanuel de pelo menos parte das acusações. O vídeo foi entregue há cerca de 10 dias para a Comissão da Câmara e apresentado pelo próprio advogado para a juíza Selma Rozane Arruda, da Vara do Crime Organizado, que parece não ter sido convencida da inocência de João Emanuel, já que a mesma decretou sua prisão, efetuada nesta quarta-feira (26).

Ao RepórterMT o presidente da Comissão de Ética, vereador Toninho Sousa (PSD), relatou que teve acesso ao segundo vídeo, mas que o material não deixa claro que a conversa seria sobre João Emanuel. Agora, a comissão quer ouvir de Ruth se é ela a mulher do vídeo e se realmente tratavam de um esquema para prejudicar o vereador.

“Ela fala muito sutilmente que ele é um menino, que ele não teria mal por ver e tal. Na gravação fica vago de quem estavam falando. Se ela afirmasse isso num depoimento da oitiva, aí sim poderia ter um valor maior, teria peso maior ela prestar o depoimento, do que uma gravação subjetiva”, declarou Toninho.

Apesar da prisão de João Emanuel, Toninho evita falar sobre a cassação do colega parlamentar e pontua que os trabalhos da Comissão devem ser finalizados até o dia 10 de abril e então o relatório se entregue ao presidente da Casa, que dará os encaminhamentos sobre a avaliação dos depoimentos, que pode resultar na votação dos vereadores pela cassação, ou não, de João Emanuel.

De acordo com o relator da Comissão, vereador Ricardo Saad (PSDB), Ruth já foi convocada, mas como ela não mora em Cuiabá, estão esperando apenas que ela confirme o dia que chega à Capital para começarem as oitivas.

QUEM É RUTH

Ruth Hércia da Silva Dutra e seu filho Pablo Noberto Dutra Caires, teriam sido vítimas de um esquema de grilagem de terrenos, supostamente chefiado por João Emanuel.

A empresária, proprietária de uma gráfica acusou o vereador de ter falsificado a venda de seu terreno. A mesma foi protagonista da gravação em que João Emanuel lhe fazia uma proposta, para reparar o dano financeiro da venda do terreno, através de um contrato de sua empresa com a Câmara Municipal, fraudando a licitação da Casa. Fraude essa que teria seu ‘lucro’ dividido entre os vereadores.

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