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15 de Abril de 2014, 00h:26 - A | A

POLÍTICA / \'DIA D\"

Defesa vai tentar anular votação que pode cassar João Emanuel nesta terça

Conforme a defesa do vereador até a tarde desta segunda-feira (14), nem João Emanuel, nem os advogados haviam sido intimados formalmente para comparecerem à sessão extraordinária que vai definir se o mandato do vereador será ou não cassado.

Divulgação

Advogados alegam que podem suspender sessão por irregularidades

Advogados alegam que podem suspender sessão por irregularidades

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Os advogados de defesa do ex-presidente da Câmara de Cuiabá, vereador João Emanuel (PSD), não descartam a possibilidade de anularem a votação de quebra de decoro do parlamentar prevista para ocorrer nesta terça-feira (15). Conforme a defesa do vereador, até a tarde desta segunda-feira (14), nem João Emanuel, nem os advogados haviam sido intimados formalmente para comparecerem à sessão extraordinária que vai definir se o mandato do vereador será ou não cassado. A ‘falha’ pode ser usada pelos advogados para deixar os vereadores que querem a cassação de João Emanuel “a ver navios”.

Em entrevista ao RepórterMT, os advogados Eduardo Mahon e Rodrigo Ciryneu não descartam a possibilidade de apresentar um recurso impedindo a votação.

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“Pela legislação, a gente tem a prerrogativa de ser intimado no mínimo com antecedência de 24 horas a respeito da hora e data para ocorrer a sessão extraordinária. A  intimação tem que ser pessoal ou por meio dos advogados e nós não recebemos nada”, frisou Ciryneu.

Para o advogado das Varas Cível e Criminal, Eduardo Mahon, a falta da notificação formal impossibilita a construção da defesa do acusado, João Emanuel.

“Não consigo entender como é que essa votação vai ser amanha. Não teve notificação com 24 horas de antecedência"

“Não consigo entender como é que essa votação vai ser amanhã. Não teve notificação com 24 horas de antecedência. Como é que vai ser? Eles vão ignorar o próprio regimento interno da Câmara?  Como é que ele vai se defender se não tem pauta ainda? Eu nem fui comunicado. Como é que pode um negocio desses?”, disparou Mahon.

Os advogados ainda tentam na Justiça ‘barrar’ a votação, alegando que nenhuma testemunha sugerida pela defesa foi ouvida pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, o que segundo a defesa, torna o processo irregular.

Caso o pedido seja acatado, até a manhã desta terça-feira a votação da quebra de decoro parlamentar pode ser suspensa e a Comissão de Ética obrigada a ouvir as testemunhas.

A sessão extraordinária que definirá se João Emanuel será, ou não, cassado ocorre na manhã de terça-feira, após o plenário votar o relatório da Comissão de Ética e o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)

Sobre as testemunhas, o presidente da Comissão de Ética, vereador Toninho de Souza (PSD), alega que o fato de  ter dispensado os depoimentos corre dentro das normas do regimento interno, que apenas sugere e não obriga a realização das oitivas.

O presidente da CCJ, vereador Faissal Calil ressaltou que a defesa do vereador pode apresentar em Plenário até 10 testemunhas, no dia da votação, mas a possibilidade foi descartada pelos advogados de João Emanuel que alegam que isso deveria ter sido feito pela Comissão de Ética.

Nesta segunda-feira (14), o vereador João Emanuel não compareceu à reunião da CCJ que concluía seu parecer sobre o relatório da Comissão de Ética. Esta seria a última chance do vereador convencer os colegas parlamentares de sua inocência, mas eu seu lugar os membros da comissão receberam um recurso da defesa que alegava que o investigado não havia sido notificado no prazo de três dias de antecedência. O recurso foi negado pela CCJ que aprovou o relatório e o encaminhou à presidência da Casa. 

A ‘tática’ foi avaliada pelos membros da CCJ como uma maneira já conhecida de João Emanuel para ganhar tempo e tentar apontar alguma irregularidade no processo que pode culminar na cassação de seu mandato.

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