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Silval chegou a ser preso em flagrante durante a quinta fase da operação Araraht no dia 20 de maio, pagou fiança e foi liberado
ABDALLA ZAROUR
DA REDAÇÃO
O advogado Ulisses Rabaneda, que faz a defesa do governador Silval Barbosa (PMDB), no caso da quinta fase da Operação Ararath realizada pela Polícia Federal, disse que espera ter uma decisão do ministro Jorge Mussi do Superior Tribunal de Justiça (STJ) somente após a Copa do Mundo, ou seja, depois do dia 13 de julho.
Rabaneda entrou com uma petição requerendo de volta o valor pago à fiança estipulada em R$ 100 mil pelo delegado da PF para que o governador fosse solto, já que no dia da operação, 20 de maio, os agentes da PF encontraram no apartamento de Silval uma pistola 380 com registro vencido.
O chefe do executivo chegou a ser preso em flagrante e levado à sede da Polícia Federal. Ele foi ouvido e liberado mediante pagamento da fiança.
Em entrevista ao RepórterMT, Rabaneda disse que a prisão de Silval Barbosa feita pela Polícia Federal desrespeita as prerrogativas de quem tem foro privilegiado.
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SILVAL NA ARARATH
De acordo com as declarações do agiota e dono da rede de combustíveis Amazônia Petróleo, foi um empréstimo de R$ 4 milhões feito pessoalmente pelo então vice-governador Silval Barbosa, entre julho e agosto de 2008, para a campanha eleitoral, que teria dado início à sequência de transações que passaram a ser operadas pelo ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, preso no presídio da Papuda, em Brasília.
De acordo com o delator, o próprio Silval disse que a quantia deveria ser recebida de Eder, que começou então a movimentar uma “conta corrente” do Estado, junto ao agiota em nome de Silval e do então governador Blairo Maggi (PR).
Entre os documentos apreendidos na casa do pai do agiota, o nome de Silval aparece várias vezes em anotações que seriam referentes a outros empréstimos.
Entre as anotações apreendidas estão as expressões “SINVAL PESQUISA 300.000,00”, que seria um valor solicitado por Eder para pagar uma pesquisa de intenções de voto para a reeleição do governador em 2010.
Outra anotação de “SIMVAL CONVENÇÂO PMDB”, datada de 23/06/2010 no valo de R$ 150 mil seria para custear despesas como frete de ônibus, comida, entre outros itens para a realização da convenção realizada no dia 23/06/2010.
Como garantia de pagamento, Júnior Mendonça relatou à PF que bastava uma assinatura de Eder Moraes.

















