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02 de Junho de 2014, 15h:32 - A | A

POLÍTICA / ARARATH

Defesa de Silval alega que juiz de MT não tem \'competência\' e tenta anular ação no STF

De acordo com o advogado Ulisses Rabaneda o pedido consiste em que o processo não seja julgado pelo juiz de primeiro grau e sim pela esfera federal.

Divulgação

Por ter foto privilegiado, defesa de Silval alega que delação deveria ser homologada pelo STF

Por ter foto privilegiado, defesa de Silval alega que delação deveria ser homologada pelo STF

DA REDAÇÃO



Alegando usurpação de competência, os advogados de defesa do governador Silval Barbosa (PMDB) entraram com uma petição junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a ação penal, resultada das investigações da Operação Ararath.

De acordo com o advogado Ulisses Rabaneda, o pedido consiste em que o processo não seja julgado pelo juiz de primeiro grau e sim pela esfera federal.

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A defesa alega que como os depoimentos do pivô das investigações, o agiota e empresário Gércio Marcelino Mendonça Junior, (Júnior Mendonça) envolveram nomes que têm foro privilegiado, como Silval, o senador Blairo Maggi (PR) e o deputado estadual José Riva, o juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schnneider, não teria competência para homologar a delação premiada de Júnior Mendonça, sob pena de usurpar a competência do STF.

Rabaneda não quis entrar em detalhes sobre o que foi apresentado pela defesa. Ele afirmou apenas que o pedido foi feito junto ao STF há alguns dias e não há previsão para a decisão.

Caso o Supremo acate o pedido da defesa toda a Ação Penal e até mesmo a delação premiada de Júnior Mendonça podem ser anuladas.

 OPERAÇÃO ARARATH

Desencadeada no dia 20 de maio, a quinta fase da Operação Ararath cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento do governador Silval Barbosa, onde foi encontrada uma pistola com registro vencido.

O governador foi até a Superintendência da Polícia Federal em Cuiabá prestar esclarecimentos e foi liberado com o pagamento da fiança de R$ 100 mil.

No inquérito da investigação, o nome de Silval é apontado por corrupção passiva.

A Ação Penal traz trechos de depoimentos do delator Júnior Mendonça, que explica que todo um esquema de lavagem de dinheiro, que seria movimentado pelo ex-secretário de Estado Eder Moraes, em nome de Silval e de Blairo Maggi, teria começado a partir de um empréstimo de R$ 4 milhões feito por Silval junto ao agiota Júnior Mendonça.

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