LUÍZA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A polêmica da vez envolvendo o Governo Federal tem relação com a nova Caderneta da Gestante, lançada em 12 de maio, que retirou o termo “mãe” do conteúdo e incluiu um capítulo sobre aborto entre as orientações. A presidente da Procuradoria da Mulher na Câmara Federal, Coronel Fernanda (PL), pontuou que a medida fomenta o aborto e promove a anulação da mulher em prol de minorias.
Em entrevista ao #reporter, a líder da bancada mato-grossense na Câmara Federal fez duras críticas à condução do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao tema, que, segundo ela, coloca a mulher em um papel subalterno.
“Para atender uma minoria, nós mulheres estamos sendo anuladas. Como se a sua opção sexual, ela sobressaísse em relação à mulher. Porque eles não anulam o homem? Eles anulam a mulher, anulam a mulher na questão de ser mãe, anulam a mulher na questão da gravidez, anulam a mulher nas questões de segurança em ambientes coletivos, como banheiro, esporte, presídio”.
O documento lançado no início de maio traz novidades, como a versão digital por meio de aplicativo, conforme apresentado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No entanto, algumas mudanças não agradaram, como o fato de que, pela primeira vez, um documento voltado ao pré-natal passou a incluir um capítulo com informações sobre aborto.
A nova versão também substitui os termos “mulher” e “mãe” por expressões como “pessoas que gestam”.
“Não é só caderneta, são ações que o governo vem fazendo, reiteradamente. Desconstruindo a mulher pra colocar no nosso lugar uma pessoa que não nasceu mulher, não sabe o que as dores das mulheres, não sabe o que uma mulher passa, a violência que ela sofre, não tem nem noção”, pontuou ainda a deputada federal sobre as polêmicas.
“O aborto, ele é fomentado exatamente pra tirar de nós, mais uma vez, nosso maior papel que é ser mãe. O aborto é pra desfavorecer a mulher, é pra desfazer com a vida”, acrescentou sobre o capítulo que aborda a interrupção da gestação.
Por fim, a parlamentar confirmou que ela e outras mulheres da bancada do Partido Liberal, sob a liderança da deputada Chris Tonietto, estudam alternativas para enfrentar a questão.














