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Cuiabá, 22 de Maio de 2024
22 de Maio de 2024

03 de Dezembro de 2010, 12h:16 - A | A

POLÍTICA /

CNJ manda técnicos a MT para saber como "anda" a Justiça no estado



Poder Judiciário de Mato Grosso teve credibilidade abalada por escândalos de vende da sentenças e desvio de dinheiro neste ano de 2010

 

ANDRÉ MICHELLS
DA REDAÇÃO


O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai fazer uma inspeção na Justiça de MT. A ação acontece no próximo dia 13. Serão inspecionadas as unidades administrativas (judiciais e extrajudiciais) e judiciárias de Primeira e Segunda Instâncias do Poder Judiciário de Mato Grosso. A medida foi assinada pela corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

A medida levou em consideração que somente a verificação in loco permitirá uma avaliação consistente sobre o funcionamento dos serviços judiciários prestados pela Justiça Estadual, a fim de que sejam tomadas medidas necessárias para promover os níveis de eficiência do serviço judiciário.

O Judiciário de MT passou por inúmeros escândalos neste ano de 2010 e enfrentou uma longa greve de servidores que durou mais de 100 dias. A Operação Asafe, da Polícia Federal, em junho, cumpriu 30 mandados de prisão contra juízes, desembargadores e advogados de MT.  Por meio de grampos e escutas, a PF descobriu que o tema (venda de sentenças) era tratado abertamente por suspeitos de participação no esquema.

A operação prendeu outras oito pessoas. Entre elas estava a advogada Célia Cury, mulher do ex-desembargador José Tadeu Cury, apontada pela PF como sendo a "estrutura central do núcleo criminoso".

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas casas de Cury, do ex-desembargador Donato Fortunato Ojeda, dos desembargadores Evandro Stábile (presidente do TRE-MT) e José Luiz de Carvalho, e dos juízes Eduardo Jacob e Ciro Miotto. Todos são citados nas gravações, segundo a PF.

Em outro escândalo neste ano, aposentou compulsoriamente, 11 magistrados, acusados de desvio de dinheiro do TJ-MT. De acordo com a denúncia, um grupo de três desembargadores e sete juízes participaram do esquema em que mais de R$ 1 milhão teriam sido desviados para beneficiar a Loja Maçônica Grande Oriente, da qual o desembargador Ferreira Leite era o grão-mestre. O dinheiro seria usado, segundo a denúncia, para cobrir os prejuízos que a entidade teve com a quebra de uma cooperativa criada pelos maçons. A verba, segundo a PF era repassada à cooperativa por meio de empréstimo. Todos retornaram depois de liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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