Folha de SP
Duas semanas atrás, um cientista político americano, de ascendência indiana, usando turbante, se reuniu com membros da campanha de José Serra (PSDB) na área de internet.
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Ravi Singh, que se autodenomina um "guru", é dono da empresa Election Mall Technologies, sediada em Washington, e oferece consultoria de internet para campanhas. Por US$ 4.000, por exemplo, é possível comprar o pacote "Last 30 days", para turbinar campanhas em sua reta final.
A última ação bem sucedida de Singh foi na campanha vitoriosa de Juan Manuel Santos à Presidência da Colômbia, sempre com ação restrita à internet.
A chegada de Singh à campanha de Serra, no entanto, ainda é nebulosa. Dirigentes tucanos e integrantes da equipe da internet, inclusive a coordenadora da área, Soninha Francine, e ninguém dizem não saber quem é o responsável pela aquisição.
O fato é que foi criado, na prática, um segundo polo de comunicação na campanha. O grupo do jornalista Luiz Gonzalez, que também desaprova o guru, permanece como definidor das linhas gerais do marketing da campanha, especialmente em relação aos programas de TV.
Dois integrantes da equipe da internet dizem que "odiaram" a mudança no site oficial de Serra, que desde segunda-feira resume-se a um mural com opiniões de eleitores sobre o tucano.
Uma das mudanças mais polêmicas foi o surgimento da frase "É a hora da virada", que estampa a página principal do site desde segunda-feira. Segundo Soninha, não se trata de um slogan, e o "Brasil pode mais" permanecerá.








