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Ao estadão Blairo afirmou que nunca conversou com o agiota Júnior Mendonça e quem está falando em seu nome está mentindo.
MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Após o envolvimento de seu nome na investigação da Operação Ararath, o senador licenciado, Blairo Maggi (PR), que estava em viagem à Europa, retorna a Cuiabá nesta terça-feira (27) e na quarta-feira (28), de acordo com a assessoria de imprensa do parlamentar, o mesmo deve decidir se fará algum pronunciamento à imprensa sobre a citação de seu nome no inquérito do Supremo Tribunal Federal que apura um esquema de movimentações financeiras ilegais.
Neste domingo (25), o envolvimento de Blairo na Operação Ararath foi tema de uma reportagem da revista Veja, de circulação nacional.
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À reportagem da revista, Blairo se disse constrangido. Afirmou não ter tido qualquer participação a seu favor, mas disse que avalizou um empréstimo de um amigo, que não pagou a dívida e foi cobrada dele.
Após o escândalo, Blairo disse à Veja que ao fim de seu mandato como senador não irá mais se candidatar para qualquer cargo, relatando que irá voltar para sua casa e ser feliz.
Em Mato Grosso, o envolvimento do nome de Blairo, assim como outros políticos que fazem parte da base governista, começou a ser cogitado como uma ‘manobra política’. Agora, a expectativa é se o senador, que era até então aclamado para que disputasse nessa eleição para a vaga de governador, realmente deixará a política mato-grossense, ou se irá reagir tentando provar sua inocência e o suposto complô contra o grupo governista.
OPERAÇÃO ARARATH
No inquérito do Supremo Tribunal Federal, o relator, ministro Dias Toffoli, cita que Blairo Maggi, assim como o governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-secretário de governo Eder Moares (PMDB) teriam usado de 2009 a 2013 a instituição financeira clandestina usada por Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o “Júnior Mendonça”, para efetuar operações financeiras fora do alcance dos órgãos de controle e polícia administrativa.
Além de empréstimos feitos de forma irregular, Blairo também teria participado da negociação para a ‘compra’ de uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.
Outra citação sobre Maggi, mas fora do inquérito, seria uma lista encontrada pela Polícia Federal na casa de Eder Moraes, que trazia uma relação de nomes e supostos empréstimos. O nome de Blairo aparece com a referência de R$ 12 milhões.
O OUTRO LADO
No dia 22 de maio, o senador declarou, por meio de sua assessoria de imprensa, ao Jornal Estadão que se chamado irá vai depor, afirmou que nunca conversou com o agiota Júnior Mendonça e quem está falando em seu nome está mentindo.

















