PAULO COELHO
DA REPORTAGEM
Em um dos programas de entrevista mais respeitados do país, o Roda Viva (Tv Cultura-SP), o governador Pedro Taques (PSDB), surpreendeu com suas declarações sempre diretas e 'afiadas', principalmente quando, ao vivo, deixou claro que manter a Arena Pantanal seria praticamente inviável: “para que a Arena possa se manter, eu preciso de 12 eventos por ano, do tipo U2, Rollin Stones [duas das maiores bandas rock de todos os tempos] ou Beyoncê [cantora pop norte-americana], ao gosto de cada um, ou seja, teríamos que ter 12 eventos desse jeito, mas nem São Paulo faz 12 shows dessa magnitude”, avaliou o governador, emendando que seu governo tem buscado outras alternativas para que a Arena seja usada e que seu custo de manutenção, reduzido.
“Para que a Arena possa se manter, eu preciso de 12 eventos por ano, do tipo U2, Rollin Stones, ou Beyoncê, ao gosto de cada um, ou seja, teríamos que ter 12 eventos desse jeito, mas nem São Paulo faz 12 shows dessa magnitude”, avaliou o governador.
Sobre a contenção de despesas, o tucano informou , por exemplo, que só de energia elétrica, houve redução no valor que era de R$ 1 milhão por mês, para R$ 400 mil e ciotou programas que envolvem a sociedade como o "Vem pra Arena", que reúne cerca de 45 mil a cada dois meses, com diversas atividades culturais, esportivas e gastronômicas.
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Partindo para a 'moralização política' do estado, o governador creditou nas recentes prisões ocorridas no Estado, como da ex-primeira-dama Roseli Barbosa; o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, aos avanços dos instrumentos de investigação, ou seja, atualmente em três meses no máximo, já se consegue chegar ao alvo desejado, ao passo que em anos anteriores [como na época em que Taques era procurador da república] esse mesmo objetivo não se alcançaria em menos de cinco anos.
"A sociedade brasileira passa a entender que direito penal não é só para senzala, é um direito penal também para a "casa grande". (...) Todos estamos sujeitos à Lei", frisou Taques.
“E um outro ponto é que a sociedade brasileira passa a entender que direito penal não é só para senzala, é um direito penal também para a "casa grande". Não é um direito penal, tal qual a teologia pela libertação, que fez a opção pelos pobres. Todos estamos sujeitos à Lei, ninguém está a acima da Lei, eu sou governador e posso ser investigado e processado e isso faz parte da democracia”, reforçou Pedro Taques, emendando que as prisões de Riva, Silval, por exemplo, são um misto de tristeza de alegria. “Tristeza porque nosso Estado é visto de uma forma equivocada e, alegria porque as instituições estão funcionando de acordo com o que determina a Constituição”, concluiu.
Pedro Taques elogiou o trabalho da Polícia Federal e defendeu a independência da PF nas investigações finalísticas da agremiação, ou seja, sem a interferência do ministro da Justiça, que exerce, automaticamente, o comando “administrativo” do aparato policial.
“Os agentes da Polícia Federal são técnicos e o ministro da Justiça é o chefe apenas administrativo” frisou.
O programa Roda Viva vai ao ar, pela Tv Cultura, que em Mato Grosso tem como retransmissora a Tv Brasil Oeste (TBO- Canal 8).
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