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05 de Outubro de 2026

05 de Outubro de 2026, 18h:40 - A | A

POLÍCIA / FACULDADE DE ECONOMIA

UFMT abre investigação após denúncia de racismo em grupo de WhatsApp: “Preto tá achando que tem direito”

Universidade encaminhou denúncia à unidade responsável nesta segunda-feira; Polícia Civil também registrou ocorrência e encaminhou caso para delegacia de Cuiabá.

Reprodução

A UFMT adotou a medida hoje (5), após um print de uma conversa passar a circular nas redes sociais.

A UFMT adotou a medida hoje (5), após um print de uma conversa passar a circular nas redes sociais.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu um procedimento administrativo para apurar as denúncias de manifestações de cunho racista e misógino atribuídas a estudantes do curso de Economia em grupos de WhatsApp. A medida foi adotada hoje (5), após um print de uma conversa passar a circular nas redes sociais.

De acordo com a UFMT, a denúncia foi encaminhada pela Ouvidoria da Universidade à unidade competente, que já está adotando as providências administrativas cabíveis, conforme a legislação vigente e o Regimento Disciplinar do Corpo Discente.

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A universidade informou que o procedimento tramita sob sigilo e, por isso, não pode divulgar nomes, número de envolvidos ou o conteúdo das manifestações. Eventuais esclarecimentos serão prestados pelas instâncias responsáveis, dentro dos limites legais relacionados ao sigilo e à proteção de dados.

Leia mais - Print expõe mensagem racista em grupo de alunos da UFMT: “Preto tá achando que tem direito”

A UFMT explicou ainda que a apuração seguirá os procedimentos internos previstos na regulamentação institucional, podendo haver, quando cabível, a constituição de uma comissão para análise dos fatos e adoção das medidas administrativas pertinentes.

Além da apuração administrativa, o caso também foi formalizado junto à Polícia Civil. Conforme o boletim de ocorrência, um homem de 31 anos relatou que um colega da universidade, do mesmo curso, teria enviado mensagens de cunho machista e racista em um grupo de WhatsApp.

O caso foi encaminhado para a 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá – Repressão aos Crimes de Menor Potencial Ofensivo, que ficará responsável pelas providências cabíveis.

Reprodução

print racista em grupo da faculdade de economia da ufmt

 Print de conversa em grupo do WhatsApp.

Entenda
O caso veio à tona após um print de conversa em um grupo de WhatsApp formado por alunos e responsáveis pelo curso de Economia da UFMT passar a circular nas redes sociais. A imagem mostra uma mensagem de cunho racista.

O Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (CAECO) afirmou que, além do registro que circulou, outras mensagens, áudios e figurinhas de teor racista e misógino teriam sido compartilhados em grupos utilizados por estudantes nos dias 3 e 4 de outubro.

Segundo a entidade, manifestações racistas ocorreram inicialmente no grupo “INFORMES-ECONOMIA”, administrado pelo Centro Acadêmico. Após os episódios, os alunos responsáveis teriam sido removidos e o grupo foi restringido aos administradores.

Ainda conforme o Centro Acadêmico, durante a madrugada do dia 4, novas manifestações teriam ocorrido no grupo “GERAL”, administrado pela Atlética Monopólio.

A entidade publicou uma nota de repúdio e defendeu a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos conforme as normas institucionais.

Reprodução/Instagram

Nota de repúdio da faculdade de economia da UFMT

 Nota de repúdio publicada pelo Centro Acadêmico nas redes sociais.

Confira nota da UFMT na íntegra:
“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), via Faculdade de Economia, Campus Cuiabá, informa que a denúncia relacionada às manifestações de cunho racista e misógino atribuídas a estudantes do curso de Economia foi encaminhada, nesta segunda-feira (5), pela Ouvidoria da Universidade à unidade competente, que já está adotando as providências administrativas cabíveis, em conformidade com a legislação vigente e com o Regimento Disciplinar do Corpo Discente.

Por se tratar de procedimento que tramita sob sigilo, a UFMT não pode fornecer informações sobre nomes, número de envolvidos ou conteúdo das manifestações. Eventuais esclarecimentos sobre o procedimento serão prestados, quando cabíveis, pelas instâncias institucionais competentes, observados os limites legais de sigilo e proteção de dados.

A Universidade esclarece que a apuração seguirá os procedimentos internos previstos na regulamentação institucional, incluindo, quando cabível, a constituição de comissão competente para análise dos fatos e a adoção das medidas administrativas pertinentes, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

A UFMT reafirma seu compromisso com o respeito à diversidade, à dignidade das pessoas e com a manutenção de um ambiente universitário livre de discriminação e violência”.

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