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05 de Outubro de 2026

05 de Outubro de 2026, 16h:22 - A | A

POLÍCIA / FACULDADE DE ECONOMIA

Print expõe mensagem racista em grupo de alunos da UFMT: “Preto tá achando que tem direito”

Centro Acadêmico afirma que outras manifestações racistas e misóginas foram compartilhadas em grupos de estudantes no WhatsApp durante o fim de semana.

Assessoria

Nas redes sociais, o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (CAECO) da UFMT se posicionou por meio de uma nota de repúdio.

Nas redes sociais, o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (CAECO) da UFMT se posicionou por meio de uma nota de repúdio.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



Um print de uma conversa em um grupo de WhatsApp formado por alunos e responsáveis pelo curso de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) passou a circular hoje (5) e expõe uma mensagem de cunho racista compartilhada durante o fim de semana. Na imagem, um dos participantes escreveu: “Por causa de vc os preto lá ta achando q tem direito agora [sic]".

Nas redes sociais, o Centro Acadêmico de Ciências Econômicas (CAECO) se posicionou por meio de uma nota de repúdio. Nela, a unidade diz que a frase faz referência a uma restrição de mensagens impostas ao grupo “INFORMES-ECONOMIA”, onde teriam ocorrido os primeiros casos de racismo e misoginia.

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Segundo o CAECO, o conteúdo que aparece no print não foi um caso isolado. A entidade afirma que outras mensagens, áudios e figurinhas de cunho racista e misógino foram compartilhados em grupos utilizados por estudantes de Economia nos dias 3 e 4 de outubro.

Veja o print:

Reprodução

print racista em grupo da faculdade de economia da ufmt

De acordo com a entidade, na noite de sábado (3), manifestações racistas ocorreram no grupo “INFORMES-ECONOMIA”, administrado pelo próprio Centro Acadêmico. Após os episódios, os alunos responsáveis teriam sido removidos e o grupo foi restringido exclusivamente aos administradores para impedir a continuidade das mensagens.

Ainda conforme o Centro Acadêmico, durante a madrugada de domingo (4), novas manifestações racistas e misóginas foram registradas no grupo “GERAL”, pertencente e administrado pela Atlética Monopólio.

A entidade afirma que, nesse segundo grupo, foram compartilhados áudios, mensagens e figurinhas considerados explicitamente racistas e misóginos. Entre os conteúdos citados está uma imagem em que uma mulher negra aparece realizando um exame de ultrassom e, sobre a imagem atribuída ao filho, aparece a figura de um macaco.

O Centro Acadêmico também relata o compartilhamento de áudios com falas de teor misógino e ofensivo contra mulheres.

Em nota, a entidade afirmou que os episódios não podem ser tratados como mero debate político, opinião ou brincadeira e classificou as manifestações como expressões de racismo, misoginia e violência.

“Racismo e misoginia não são opiniões, brincadeiras ou formas legítimas de expressão. São manifestações de violência e discriminação que não podem ser naturalizadas ou relativizadas”, afirmou.

A entidade também considerou especialmente grave que as manifestações tenham ocorrido em espaços vinculados à comunidade estudantil e esportiva e defendeu que os fatos sejam apurados e que os responsáveis sejam investigados e responsabilizados conforme as normas e procedimentos institucionais aplicáveis.

O Centro Acadêmico de Ciências Econômicas afirmou ainda que não irá se calar diante dos episódios e reafirmou o compromisso com uma universidade plural, democrática, respeitosa e livre de qualquer forma de discriminação.

Confira a nota:

Reprodução/Instagram

Nota de repúdio da faculdade de economia da UFMT

 

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