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Cuiabá, 29 de Maio de 2026
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21 de Julho de 2016, 09h:50 - A | A

POLÍCIA / FRAUDES NA EDUCAÇÃO

'Quartel general' foi montado para desviar dinheiro da Seduc, aponta Gaeco

Ex-secretário de Educação do Governo Taques foi preso nesta quarta, em desdobramento da Operação Rêmora; Pelas investigações, Permínio seria um dos cabeças do esquema

DA REDAÇÃO



Um verdadeiro "Quartel General" do Crime Organizado foi montado para desviar recursos da secretaria de Educação do Estado, gestão do ex-secretário Permínio Pinto, preso nesta quarta (20) na segunda fase da Operação Rêmora,  denominada "Locus Delicti". A conclusão é do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

O ex-secretário de Estado, Permínio Pinto Filho, segundo o Gaeco, participou ativamente do comando decisório da organização criminosa já denunciada. Segundo as investigações, Permínio seria o 'cabeça' do esquema de fraudes, 

As investigações apontam que, de acordo com os elementos de prova, foi possível constatar que no escritório do empresário  Giovani Belatto Guizardi - no Edifício Avant Garden Business, a Organização reunia-se para os planos e acerto de contas sobre os crimes que lesaram o estado.

O Gaeco diz que, após a deflagração da primeira fase foi possível elucidar de forma cabal a presença física do ex-secretário Permínio na cena do crime conforme documentos obtidos nesta segunda fase junto a administradora do referido Edifício.

"Temos comprovação de que o ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto esteve em reunião com o operador da propina Giovane Belatto Guizardi no "Quartel General" do Crime Organizado antes das reuniões ocorridas entres os empresários denunciados em que ocorreram a distribuição das obras da Seduc que sequer estavam publicadas. Outros personagens (integrantes da Organização Criminosa) já estão identificados, sendo que as investigações ainda prosseguem e novas fases não estão descartadas. Importante frisar que na deflagração da primeira fase da Operação Rêmora não havia qualquer indicativo da participação de Permínio Pinto nos malfeitos, sendo que a produção de novas provas a partir da deflagração da primeira fase possibilitou o avanço das investigações e o surgimento de prova de que o ex-secretário agia dentro da pasta da Seduc para finalidades espúrias".

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Nesta fase novos integrantes da organização criminosa já foram identificados. O Gaeco após a deflagração da primeira fase da referida operação debruçou-se acerca dos elementos colhidos no cumprimento dos mandados de busca e apreensão e demais provas coletadas no sentido de elucidar toda a cadeia delitiva, em especial a cadeia de comando da corrupção e demais crimes, sendo que após análise de todo material e consubstanciado em outra provas coletadas, o Gaeco pode levar até o Poder Judiciário elementos (que na primeira fase não haviam sido coletados ainda).

 

 

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