DA REDAÇÃO
Um verdadeiro "Quartel General" do Crime Organizado foi montado para desviar recursos da secretaria de Educação do Estado, gestão do ex-secretário Permínio Pinto, preso nesta quarta (20) na segunda fase da Operação Rêmora, denominada "Locus Delicti". A conclusão é do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).
O ex-secretário de Estado, Permínio Pinto Filho, segundo o Gaeco, participou ativamente do comando decisório da organização criminosa já denunciada. Segundo as investigações, Permínio seria o 'cabeça' do esquema de fraudes,
As investigações apontam que, de acordo com os elementos de prova, foi possível constatar que no escritório do empresário Giovani Belatto Guizardi - no Edifício Avant Garden Business, a Organização reunia-se para os planos e acerto de contas sobre os crimes que lesaram o estado.
O Gaeco diz que, após a deflagração da primeira fase foi possível elucidar de forma cabal a presença física do ex-secretário Permínio na cena do crime conforme documentos obtidos nesta segunda fase junto a administradora do referido Edifício.
"Temos comprovação de que o ex-secretário da Seduc, Permínio Pinto esteve em reunião com o operador da propina Giovane Belatto Guizardi no "Quartel General" do Crime Organizado antes das reuniões ocorridas entres os empresários denunciados em que ocorreram a distribuição das obras da Seduc que sequer estavam publicadas. Outros personagens (integrantes da Organização Criminosa) já estão identificados, sendo que as investigações ainda prosseguem e novas fases não estão descartadas. Importante frisar que na deflagração da primeira fase da Operação Rêmora não havia qualquer indicativo da participação de Permínio Pinto nos malfeitos, sendo que a produção de novas provas a partir da deflagração da primeira fase possibilitou o avanço das investigações e o surgimento de prova de que o ex-secretário agia dentro da pasta da Seduc para finalidades espúrias".
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Nesta fase novos integrantes da organização criminosa já foram identificados. O Gaeco após a deflagração da primeira fase da referida operação debruçou-se acerca dos elementos colhidos no cumprimento dos mandados de busca e apreensão e demais provas coletadas no sentido de elucidar toda a cadeia delitiva, em especial a cadeia de comando da corrupção e demais crimes, sendo que após análise de todo material e consubstanciado em outra provas coletadas, o Gaeco pode levar até o Poder Judiciário elementos (que na primeira fase não haviam sido coletados ainda).














