DO REPÓRTERMT
A Polícia Civil de Mato Grosso pediu a prisão preventiva do vereador Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro (PL), acusado de amarrar e espancar a namorada em Barra do Bugres (a 166 km de Cuiabá). O pedido, no entanto, foi negado pela Justiça.
O caso é investigado como lesão corporal no contexto de violência doméstica e ocorreu no último sábado (18). Conforme as denúncias, a vítima foi amarrada e agredida pelo parlamentar.
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Após o episódio, o vereador não foi localizado pelas equipes policiais. Apesar disso, ele não é considerado foragido, já que não há mandado de prisão em aberto.
Segundo a polícia, a defesa do investigado entrou em contato nesta quarta-feira (22) e informou que ele deve se apresentar ainda nesta semana para prestar depoimento.
Para garantir a segurança da vítima, o delegado plantonista solicitou medidas protetivas de urgência imediatamente após tomar conhecimento dos fatos. As medidas foram deferidas pelo Judiciário, assegurando o afastamento do agressor e a proteção da vítima.
A repercussão do caso levou ao afastamento político do vereador. Em sessão extraordinária, ele foi destituído da presidência da Câmara Municipal por decisão dos parlamentares.
Além disso, uma determinação judicial proibiu que ele frequente a Casa de Leis, já que a vítima é servidora do local, o que inviabiliza o exercício do mandato durante o período.
No âmbito partidário, o Partido Liberal também adotou medidas. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, determinou o afastamento do vereador, enquanto a deputada federal Coronel Fernanda pediu a expulsão definitiva.
A Polícia Civil de Mato Grosso informou que o inquérito segue em andamento para apurar completamente os fatos.















