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19 de Outubro de 2026

19 de Outubro de 2026, 12h:17 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO AD REM

Polícia descobre movimentação de R$ 661 mil e bloqueia imóveis ligados a facção

Ordens judiciais foram decretadas no desdobramento das investigações da Operação Ruptura CPX

Assessoria | Polícia Civil-MT

Operação Ad Rem é desdobramento de investigação iniciada em março e alcança quatro imóveis em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes.

Operação Ad Rem é desdobramento de investigação iniciada em março e alcança quatro imóveis em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes.

DO REPÓRTERMT



A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Ad Rem, para atingir o patrimônio de uma facção criminosa. A ação mira cinco imóveis ligados ao grupo, sendo quatro em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. As investigações também identificaram cerca de R$ 661 mil em movimentações financeiras suspeitas.

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais para o sequestro dos cinco imóveis e uma prisão preventiva. As medidas foram determinadas pela Justiça com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

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A operação é um desdobramento da Operação Ruptura CPX, realizada em março deste ano. Segundo a Polícia Civil, as investigações apontaram indícios de que integrantes da facção utilizavam familiares e terceiros para esconder patrimônio adquirido com recursos de atividades criminosas.

Entre os bens investigados estão imóveis explorados comercialmente e uma propriedade rural negociada por aproximadamente R$ 180 mil, dos quais R$ 100 mil teriam sido pagos em dinheiro.

Um dos principais alvos da operação é um investigado apontado como gerente do tráfico e responsável pela arrecadação e administração financeira da facção. Ele havia sido preso na Operação Ruptura CPX, mas conseguiu a revogação da prisão preventiva após a defesa alegar que atuava apenas como "laranja" em movimentações financeiras de terceiros.

No entanto, com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou novos indícios de que o suspeito também controlava estoques de drogas, coordenava a distribuição de entorpecentes, administrava pontos de venda e gerenciava as finanças de outros integrantes da organização criminosa.

A análise das movimentações financeiras identificou aproximadamente R$ 661 mil em transações relacionadas às atividades investigadas durante um dos períodos examinados.

Segundo o delegado Anteno Junior Pimentel Marcondes, responsável pelas investigações, a operação busca enfraquecer financeiramente a facção e impedir que o patrimônio obtido por meio de crimes continue sendo utilizado pelo grupo.

"As novas medidas judiciais buscam impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas sejam preservados ou reinvestidos no crime organizado", afirmou.

A Polícia Civil não informou o valor total dos cinco imóveis atingidos pelas medidas judiciais.

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Assessoria | Polícia Civil-MT

Assessoria | Polícia Civil-MT

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