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Cuiabá, 11 de Junho de 2026
11 de Junho de 2026

11 de Fevereiro de 2026, 09h:34 - A | A

POLÍCIA / ESQUEMA DO HORROR

PF desarticula rede que dopava mulheres e compartilhava estupros

Segundo a PF, ao menos sete brasileiros são investigados por integrar esse ecossistema criminoso

MIRELLE PINHEIRO
METRÓPOLES



A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11/2), a Operação Somnus para desarticular uma rede criminosa envolvida na produção, troca e disseminação de conteúdos de violência sexual contra mulheres, especialmente em situações de vulnerabilidade provocadas por sedação.

Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão em São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.As investigações começaram em 2025, a partir de informações repassadas por meio de cooperação policial internacional coordenada pela Europol, que reúne autoridades de mais de 20 países.

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Os dados indicaram a existência de grupos organizados dedicados à difusão de vídeos de abusos cometidos contra mulheres dopadas ou inconscientes.Segundo a Polícia Federal, ao menos sete brasileiros são investigados por integrar esse ecossistema criminoso.

Mensagens analisadas ao longo da apuração apontam que os suspeitos discutiam abertamente o uso de medicamentos com propriedades sedativas, demonstrando conhecimento sobre marcas, dosagens e efeitos colaterais das substâncias utilizadas para facilitar os abusos.

Durante as diligências desta quarta-feira, policiais apreenderam celulares, computadores, dispositivos de armazenamento e outros equipamentos que passarão por perícia.Os investigados podem responder, entre outros crimes, por estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro ou de estupro de vulnerável.

No Brasil, os fatos se enquadram na Lei nº 13.642/2018, que atribui à Polícia Federal a apuração de crimes praticados pela internet envolvendo conteúdo misógino.Para os investigadores, as condutas identificadas evidenciam manifestações extremas de ódio, objetificação e violência contra mulheres, exigindo resposta rigorosa e articulada do Estado.

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