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30 de Janeiro de 2024, 13h:10 - A | A

POLÍCIA / DIZIA SER PEDIATRA

Médica é indiciada por morte de criança de 7 anos em Confresa

Investigação apontou imperícia da profissional no atendimento oferecido à criança.

Polícia Civil-MT

Vítima morreu após cinco dias internada em unidade de saúde.

Vítima morreu após cinco dias internada em unidade de saúde.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



Foi indiciada por homicídio culposo, exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica a médica que atendeu uma criança de 7 anos que morreu por pneumonia no Hospital Municipal de Confresa (1.160 km de Cuiabá). O inquérito policial foi concluído nesta terça-feira (30).

O caso foi registrado em maio do ano passado. A criança faleceu cerca de cinco dias após a internação. Os familiares relataram à polícia negligência médica durante o tratamento. Durante a investigação policial, foram constatados indícios de negligência e imperícia no atendimento prestado à criança, o que pode ter contribuído para a sua morte.

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Além do erro médico, também foi verificado o exercício ilegal da medicina, uma vez que a médica disse em diversas ocasiões que era pediatra, o que ficou demonstrado não ser verdadeiro.

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Conforme a lei, um médico registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) pode exercer o ofício em sua plenitude, mesmo sem especialização. Contudo, não é permitida a divulgação de especialidade sem que se possua registro dela no CRM, o que configura exercício ilegal da profissão.

Durante a investigação, ficou comprovado que a médica inseriu informações falsas em diversos documentos. Ela afirmava ser especialista em pediatria, mas na verdade não era, o que configura falsidade ideológica.

O delegado Victor Donizete de Oliveira Pereira explicou que as investigações apontaram fatos graves que precisam também ser apuradas pelo Conselho Regional de Medicina para a adoção das medidas cabíveis.

"A Polícia Civil realizou uma apuração rigorosa, que buscou assegurar a integridade e a confiança da população nos serviços médicos. O desfecho deste caso serve como um alerta para a importância da transparência e ética na prática médica, garantindo que a comunidade possa confiar plenamente nos profissionais que zelam pela sua saúde e bem-estar", disse.

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