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Cuiabá, 11 de Junho de 2026
11 de Junho de 2026

13 de Fevereiro de 2026, 17h:13 - A | A

POLÍCIA / METAVERSO INVESTIMENTOS

Justiça bloqueia R$ 30 milhões de grupo acusado de pirâmide financeira em Cuiabá

Decisão atende pedido do Ministério Público contra esquema da "Metaverso Investimento" que prometia lucros de até 134% ao ano e deixou rastro de prejuízos

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



A Justiça Cível de Cuiabá garantiu o ressarcimento de centenas de consumidores vítimas de um esquema de pirâmide financeira. Uma decisão liminar determinou o bloqueio imediato de até R$ 30 milhões em bens e ativos financeiros ligados ao grupo "Metaverso Investimento".

A medida visa congelar o patrimônio de empresas e sócios envolvidos para evitar que os recursos desapareçam antes do pagamento das indenizações.

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De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o grupo captava recursos de forma irregular utilizando promessas de rendimentos agressivos, que variavam entre 5% e 10% ao mês.

Para atrair as vítimas, a empresa alegava possuir quase duas décadas de experiência no mercado, embora tenha sido formalmente aberta apenas em 2023.

As investigações revelaram que o esquema operava informalmente via aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, criando uma rede de confusão jurídica entre as várias empresas do conglomerado para dificultar a responsabilização.

O cerco contra a organização apertou após a deflagração da Operação “Rede de Mentiras”, em setembro de 2025. Na ocasião, Jonathan Rosa Vieira Bispo, 42 anos, apontado como um dos líderes da fraude, está preso preventivamente desde setembro do mesmo ano.

O prejuízo identificado até o momento ultrapassa os R$ 21 milhões, valor baseado nos relatos de investidores que, desde o início de 2024, sofrem com atrasos nos pagamentos e bloqueios de saques.

Para assegurar o bloqueio integral, a Justiça acionou os sistemas Sisbajud, Renajud e CNIB, atingindo desde contas bancárias e investimentos até veículos e imóveis.

Ofícios também foram enviados ao Banco Central, à CVM e à Susep para rastrear planos de previdência privada e títulos de capitalização em nome dos envolvidos.

Entre os alvos da Ação Civil Pública estão os sócios Alan Augusto Pires Costa e Jonathan Bispo, além de diversas empresas como a Meta Pay, Multiverso Digital e Bispo Investiments.

A ação corre em segredo de justiça para preservar a identidade e os dados pessoais das vítimas que colaboram com o caso.

Comente esta notícia

Marcilene Gonçalves Mariano 14/02/2026

Precisam investigar os golpistas da Pirâmide BMB... milhões eles roubaram com promessa de rendimentos e levaram o que puderem de 2 milhões de pessoas.

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Gustavo 14/02/2026

Houve um tempo que pirâmides eram anuais, mas atualmente, estão semanalmente sendo desbaratadas. Como pode ter tanta gente tonta com dinheiro?!

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2 comentários