MAJU SOUZA
DA REDAÇÃO
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Seriema contra a exploração do cerrado e as queimadas em terras indígenas de Mato Grosso.
A primeira área alvo das equipes é a Terra Indígena (TI) Areões, em Nova Nazaré (800 km da Capital). A reserva possui 219 mil hectares e é habitada pelos índios xavante. São aproximadamente 1,5 mil indígenas habitando o local.
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Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a TI Areões é a área com mais focos de calor no Estado e a segunda em nível nacional.
Os agentes do Ibama flagraram uma grande movimentação de caminhões tratores dentro da área preservada e estão em busca dos infratores.
Árvores de espécies como ipê, roxinho e jatobá foram cortadas.
Brigadistas do Ibama estão empenhados em combater o fogo criminoso, já que esse artifício é usado para explorar de forma ilegal a terra.
A investigação em busca dos culpados é feita pela PF.
Amazônia Legal
Mato Grosso encabeça a lista de queimadas, dos nove estados que fazem parte da Amazônia Legal, divulgada pelo Inpe.
Segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), estão sendo utilizadas três frentes, sendo o fortalecimento da fiscalização e do licenciamento ambiental estadual, em que foram adquiridos veículos, barcos equipamentos para Superintendência de Fiscalização; a desconcentração e descentralização da gestão ambiental estadual, em que municípios foram habilitados a prestar serviços ambientais e a consolidação de unidades de conservação, em que se encontra em fase de licitação.
No entanto, com o corte de verbas do Fundo Amazônia, devido a uma crise política internacional, a situação ambiental de Mato Grosso é incerta. Segundo o governador Mauro Mendes (DEM), os países têm o dever de manter os recursos para preservação ambiental.
Crise Internacional
A Alemanha foi o primeiro país a anunciar o corte dos recursos ao Brasil, refente ao Fundo Amazônia. A justificativa foi a falta de segurança nas políticas de preservação ambiental do Governo Federal, visto que o desmatamento cresceu em 88%, totalizando 920 km², segundo o Inpe.
A Noruega seguiu a mesma linha, por entender que o Brasil não estaria cumprindo o acordo, que é preservar o bioma amazônico.
No entanto, as relações começaram a se estremecer quando o Governo extinguiu o Comitê Técnico do Fundo da Amazônia.
O ministro de Meio Ambiente Ricardo Salles foi questionando em uma entrevista sobre a extinção do fundo e ele afirmou que “em teoria, sim” isso pode ocorrer.
Em um ano, a perda de vegetação cresceu em 40%, totalizando 5.879 km² que foram desmatados ou queimados.


















