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19 de Dezembro de 2014, 10h:13 - A | A

POLÍCIA / PRESOS NA 'EDIÇÃO EXTRA'

Delegado diz que donos da Print sumiram com HD e tentaram atrapalhar investigação

"Eles não estavam viajando por acaso. Temos informações dos próprios familiares que eles receberam uma ligação no final da tarde da quarta-feira (17). Em seguida, se reuniram na gráfica Defanti para violar os computadores da empresa", disse delegado

JOÃO RIBEIRO
ANA ADÉLIA JÁCOMO



Os proprietários das Gráficas Print e Defanti, Damil e Fábio Defanti, acabam se presos pela Polícia Civil, em Cuiabá. Eles estão detidos temporariamente por cinco dias na Delegacia Fazendária, após se entregarem na manhã desta sexta-feira (19).

Os dois são alvos da Operação ‘Edição Extra’, deflagrada para desarticular um esquema que teria desviado R$ 40 milhões, dos cofres públicos, em certames de serviços gráficos ao Estado.

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De acordo com informações do delegado Carlos Cunha, análises feitas pelos policiais nas gráficas constatou que os irmãos tentaram atrapalhar as investigações e teriam se livrado de provas, como por exemplo, a destruição de HD´s e de imagens de circuito interno de segurança. “Essa fuga deixa claro que eles (irmãos Defanti) tinham algo para esconder e fugiram. Perdemos a

Apenas Fabio e Dalmi estão detidos na Delegacia Fazendária, mas outros mandados de prisão estão sendo cumpridos em diligências. Os irmãos chegaram a ser considerados como foragidos

oportunidade de trazermos provas importantes para incluir no inquérito”, explicou.

O delegado constatou, após as análises, que os empresários tinham conhecimento da operação antes mesmo de ela ser iniciada. Eles teriam ido na noite anterior ao início da operação nas gráficas e trocaram os HD´s dos computadores, bem como se livraram das gravações das câmeras de segurança das empresas.

“Eles não estavam viajando por acaso. Temos informações dos próprios familiares que eles receberam uma ligação no final da tarde da quarta-feira (17). Em seguida, se reuniram na gráfica Defanti para violar os computadores da empresa, trocando os HD’s, inclusive o compartimento de arquivo que grava as imagens das câmeras de segurança”, destacou.

Após o ato, viajaram para o interior do Estado, mesmo tendo mandado de prisão expedidos contra eles. A polícia afirmou em coletiva de imprensa que já está investigando quem pode ser o responsável pelo vazamento das informações sigilosas. De acordo com o delegado, há muita gente envolvida na investigação, e nem todos são policiais civis.

“Muitas pessoas estavam envolvidos nessa operação. Desde técnicos, servidores de outros órgãos e policiais. Informações estão sendo investigadas e se conseguimos saber quem vazou a informação (da operação) ela será responsabilidade”, falou.

Apenas Fabio e Dalmi estão detidos na Delegacia Fazendária, mas outros mandados de prisão estão sendo cumpridos em diligências. Os irmãos chegaram a ser considerados foragidos.

O ESQUEMA

Durante a deflagração da Operação, os secretários adjuntos Elpídio Spiezzi (Secretaria de Comunicação) e José de Jesus Nunes Cordeiro (Secretaria de Administração).

O delegado Carlos Cunha informou que os dois eram responsáveis pela realização dos processos licitatórios fraudulentos em 2012.

Carlos ainda explicou que o suposto esquema consistia em processos licitatórios ‘viciados’, em que os empresários, que apresentavam as propostas, já sabiam qual firma iria ganhar o direito de prestar o serviço ao Estado. 

No entanto, o esquema foi denunciado por outro empresário que teria se negado a participar do crime. “Um proprietário de uma gráfica chamado para integrar a fraude procurou o Ministério Público Estadual (MPE) e revelou o crime”, falou.

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RICARDO 19/12/2014

Uma vergonha isso. Esse dinheiro daria pra dar inicio as obras do novo pronto socorro de Cuiabá.

1 comentários

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