JOÃO RIBEIRO
O advogado Paulo Taques, disse ao RepórterMT, nesta sexta-feira (13), que o delegado da Polícia Civil, João Bosco, vai continuar foragido até a Justiça deferir seu pedido de Habeas Corpus (HC). O recurso de revogação da prisão preventiva do policial foi protocolado pela defesa no dia 6 de setembro e foi analisado pelo desembargado Pedro Sakamoto, e negado pela Justiça Estadual, por meio da 2ª Câmara Criminal.
“No momento estamos analisando a decisão da Justiça, mas ainda hoje (13), vamos entrar com um novo recurso de HC na Justiça Estadual. Caso o pedido seja indeferido, novamente teremos que ingressar com um pedido de revogação da prisão preventiva dele, só que em Brasília”, explicou o advogado.
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A prisão de Bosco foi determinada pela magistrada Selma Rosane Santos de Arruda, após o Ministério Público Estadual oferecer a denúncia contra o policial e sua esposa, a escrivã Gláucia Cristina Moura Alt, que também está foragida. Ambos estão envolvidos em um suposto esquema de facilitação do tráfico de drogas. Os dois foram descobertos durante a operação ‘Abadom’, desencadeada em dezembro de 2012.
Além do delegado e da investigadora, o Ministério Público indicou como autores dos crimes investigados: Eduardo Juliano dos Santos Bravo (Dudu), Marco Antônio da Silva (Neném), Volcmar Pires de Barros (Velho), Eduardo de Paula Gomes, Renildo Silva Rios (nego Renildo), Kaíque Luiz de Oliveira, Marlene Ramos (Maria), Wanderlei Zamoner (Negão), Anderson Nascimento Gonçalo, Márcio Severo Arrial, Cláudio Roberto da Costa, George Fontoura Filgueiras e Leonel Constantino de Arruda.
Bosco e Gláucia ganhavam até R$ 12 mil com o esquema criminoso descoberto pela operação Abadom. Conforme uma gravação telefônica divulgada pelo telejornal da TV Centro América “MTTV 2º Edição”, os policiais presos se beneficiavam financeiramente extorquindo os traficantes da quadrilha investigada que eram detidos. O áudio mostra a escrivã Gláucia negociando a liberação de um traficante com um dos três chefes do bando, identificado como Marco Antônio da Silva, também conhecido como “Nênem”.
Na gravação, Marco Antônio questiona a escrivã dizendo que se pagasse R$ 12 mil, os policiais soltariam o traficante preso? Gláucia, na gravação, concorda com o valor e afirma que iria ligar novamente para o criminoso depois de 40 minutos, no entanto, o chefe da rede destaca que queria a garantia de que o detido seria solto.
Já em outro áudio, Marco Antônio revela que existem outros policiais extorquindo a rede criminosa e ainda pergunta para a escrivã se eles não estavam “dominados”. Porém, a policial explica ao traficante que essas pessoas seriam de outro grupo. “Quem não estava dominado? Esses aí são outras pessoas”, disse Gláucia. Dominado, neste caso, seria "estar no bolso".

















marcos jorge 13/09/2013
O Silval Barbosa sai do governo para cadeia ou para presidente da república! Com certeza, Mato Grosso vai ser o maior escânda-lo em superfaturamento nas obras da copa.
1 comentários